Formação
CondutaResidente
Manejo de sintomas em doença crônica avançada não-oncológica: o caso do Sr. Raimundo
Preparo
- Ajuste de dose na disfunção renal e hepática
- Cuidado paliativo na doença cardiovascular avançada e terminalidade
- Delirium hipoativo: reconhecimento do subtipo silencioso e subdiagnosticado
- Manejo farmacologico do delirium agitado: quando e o que usar
- Sedacao paliativa: indicacao, diferenciacao etica e conducao
- Paciente
- masculino, 78 anos
- Comorbidades
- insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, estágio D, classe funcional NYHA IV, doença renal crônica estágio 4 (síndrome cardiorrenal), fibrilação atrial permanente em anticoagulação, cardiodesfibrilador implantável (CDI) bicameral, implantado há 6 anos para prevenção secundária pós-taquicardia ventricular sustentada
- Em uso de
- furosemida intravenosa, espironolactona, carvedilol em dose tolerada, varfarina, sem uso prévio de opioide
- Fatores de risco
- quatro internações por descompensação cardíaca nos últimos 6 meses, declínio funcional progressivo, agora acamado a maior parte do dia, reunião de metas de cuidado realizada 2 semanas antes desta internação: cuidados exclusivamente de conforto, sem nova hospitalização por descompensação, sem inotrópicos, ordem de não-reanimação já registrada
- Cenário
- enfermaria de cuidados paliativos · evolução e manejo sintomático em cuidados de fim de vida, após metas de cuidado exclusivamente de conforto já pactuadasRecursos disponíveis: opioides orais, subcutâneos e intravenosos, antieméticos e laxantes, haloperidol e outros antipsicóticos, equipe de cuidados paliativos e assistência social, laboratório à beira-leito, interconsulta com eletrofisiologia/cardiologia para desativação de dispositivo cardíaco implantável
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Iniciar e titular opioide em baixa dose para dispneia refratária em doença avançada não-oncológica, ajustando a escolha e a dose ao grau de disfunção renal, sem receio infundado de depressão respiratória nem bolus não titulado em paciente opioide-virgem.
- • Selecionar antiemético conforme o quadro clínico, reconhecer a contraindicação de metoclopramida diante de possível obstrução intestinal e prevenir/tratar a constipação induzida por opioide.
- • Reconhecer delirium hipoativo (frequentemente confundido com fadiga terminal e subdiagnosticado) e delirium hiperativo, tratando o hiperativo com risco com antipsicótico em baixa dose, reservando benzodiazepínico para abstinência.
- • Distinguir sedação paliativa proporcional (para sintoma refratário, com discussão interdisciplinar e consentimento da família) de eutanásia disfarçada, nunca associando bloqueador neuromuscular nem intenção de abreviar a vida.
- • Reavaliar terapias que deixaram de beneficiar o paciente — incluindo a desativação da função de choque do cardiodesfibrilador implantável — e comunicar o plano de cuidados de forma completa à equipe seguinte.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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