Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Manejo perioperatório de comorbidades crônicas e da anticoagulação: prótese valvar mitral mecânica em cirurgia ortopédica eletiva

Preparo

  • Insuficiência adrenal secundária/terciária
  • Próteses valvares: escolha, disfunção e anticoagulação
  • Manejo perioperatório do paciente diabético
  • Anticoagulação e antiagregação: princípios, monitorização e reversão
Paciente
Homem, 71 anos
Comorbidades
prótese valvar mitral mecânica bidisco há 8 anos (doença mitral reumática prévia), fibrilação atrial permanente, diabetes mellitus tipo 2 em insulinoterapia basal-bolus há 12 anos, artrite reumatoide em corticoterapia crônica (prednisona 10 mg/dia há 3 anos), função renal basal reduzida (creatinina 1,3 mg/dL; clearance estimado ~55-58 mL/min)
Em uso de
varfarina (RNI alvo terapêutico para prótese mecânica), prednisona 10 mg/dia, insulina NPH e regular (esquema basal-bolus), metformina, losartana
Fatores de risco
idade ≥ 70 anos, cirurgia ortopédica de médio/alto risco hemorrágico, uso crônico de corticoide em dose suprafisiológica (> 3 semanas, ≥ 7,5 mg/dia de prednisona)
Contexto: Aposentado, mora com a esposa, boa rede de apoio familiar, adesão medicamentosa historicamente boa.
Cenário
Ambulatório de avaliação pré-operatória de hospital terciário, com internação eletiva em enfermaria de ortopedia · avaliação e acompanhamento perioperatório de artroplastia total de joelho eletivaRecursos disponíveis: ambulatório de avaliação pré-operatória, interconsulta com cardiologia, interconsulta com endocrinologia/hematologia, laboratório de rotina com coagulograma e função renal, enfermaria de ortopedia com equipe de enfermagem treinada em insulinoterapia IV, farmácia hospitalar com heparina de baixo peso molecular e hidrocortisona injetável
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer, na primeira avaliação pré-operatória, os eixos farmacológicos que exigem plano coordenado (anticoagulação, corticoterapia crônica, controle glicêmico) em vez de tratar o caso como liberação cirúrgica de rotina.
  • • Estratificar corretamente o risco tromboembólico perioperatório e indicar a ponte de anticoagulação com heparina em dose plena quando o risco for alto (toda prótese valvar mitral), dispensando-a apenas quando o risco for de fato baixo.
  • • Programar a interrupção da varfarina, a dose e o momento da última dose pré-operatória de heparina, e a retomada pós-operatória de ambos os anticoagulantes, respeitando as janelas de tempo que a evidência sustenta — incluindo a sobreposição até o RNI atingir a faixa terapêutica.
  • • Indicar a dose de estresse de corticoide perioperatória em paciente com provável supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, e definir uma meta glicêmica perioperatória segura, evitando tanto a hiperglicemia excessiva quanto o controle intensivo demais.
  • • Reconhecer os limites da evidência disponível (por exemplo, função renal fora da faixa estudada nos ensaios de ponte) e buscar apoio especializado nesses casos, em vez de improvisar ou suspender tratamento por precaução não fundamentada.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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