Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Manejo farmacológico da esquizofrenia e adesão: o caso de Patrícia

Preparo

  • Antipsicóticos: típicos, atípicos e efeitos extrapiramidais
Paciente
Mulher, 27 anos
Comorbidades
primeiro episódio psicótico há um mês, diagnóstico de esquizofrenia
Em uso de
risperidona (iniciada há 8 dias na dose atual)
Fatores de risco
insight parcial sobre a própria condição, mora com a mãe, que é a principal cuidadora e acompanha as consultas, sem suporte social fora do núcleo familiar, história familiar de transtorno mental não especificado
Contexto: solteira, estudante universitária afastada das aulas desde o episódio agudo, mora com a mãe, que é quem primeiro nota mudanças de comportamento e comparece a todas as consultas
Cenário
Ambulatório especializado de psiquiatria, com seguimento de longo prazo · seguimento ambulatorial de esquizofrenia desde o primeiro episódio psicótico, cobrindo cerca de três anos de titulação, monitorização, manejo de efeitos adversos, adesão e manutenção do tratamentoRecursos disponíveis: avaliação metabólica (peso, circunferência abdominal, glicemia, perfil lipídico) disponível, dosagem de prolactina sérica disponível, antipsicótico injetável de longa ação (LAI) disponível para reforço de adesão, equipe multiprofissional (enfermagem, farmácia clínica) disponível para apoio à adesão, apoio familiar presente, mas com capacidade limitada de supervisionar a medicação diária, referência para atenção básica/CAPS disponível para transição de cuidado
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Confirmar dose e duração adequadas de um antipsicótico, e a adesão real ao tratamento, antes de declarar falha terapêutica e trocar de fármaco.
  • • Estabelecer um plano sistemático de monitorização metabólica (peso, circunferência abdominal, glicemia, perfil lipídico) desde o início do tratamento e ao longo de todo o seguimento, não apenas dos sintomas psiquiátricos.
  • • Perguntar ativamente sobre efeitos adversos que o paciente tem vergonha de relatar espontaneamente, como hiperprolactinemia sintomática, e agir sobre eles quando identificados.
  • • Reconhecer os limites da contagem de comprimidos como prova de adesão real, e oferecer o antipsicótico injetável de ação prolongada como escolha compartilhada baseada em preferência, nunca como punição.
  • • Reconhecer sinais precoces de recaída — incluindo atraso na aplicação do injetável de ação prolongada — e agir antes da psicose estruturada, e reconhecer o risco real de suspender a medicação de forma precoce ou abrupta.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado