Formação

Diagnóstico diferencialResidente

Dona Terezinha 18 meses depois: luto prolongado e a visita do vizinho

Preparo

  • Abuso financeiro contra o idoso: sinais clinicos indiretos e articulacao com servico social
  • Depressão no idoso e diferencial com pseudodemência
  • Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/2003) artigo 19: obrigacao legal de notificacao compulsoria
Paciente
Mulher, 74 anos
Comorbidades
hipertensão arterial em acompanhamento na UBS, sem diagnóstico psiquiátrico prévio registrado
Em uso de
losartana 50 mg, 1x/dia
Fatores de risco
viúva há 18 meses (marido, Seu Osvaldo, faleceu de infarto agudo do miocárdio), mudou-se para um apartamento menor cerca de 6 meses após o óbito — não conseguia mais pagar nem suportar morar sozinha na casa onde viveu com o marido, abandonou o grupo da igreja e o centro de convivência que frequentava com ele, mora sozinha, sem cuidador familiar identificado; a filha mora em outra cidade e visita esporadicamente
Contexto: aposentada, mora sozinha num apartamento pequeno desde a mudança; a filha, Cristina, mora em outra cidade e visita a cada poucas semanas; foi ela quem insistiu para a mãe procurar a UBS, que encaminhou ao ambulatório de psiquiatria; mantém contato afetivo positivo com os netos, que visita ou recebe ocasionalmente
Cenário
ambulatório de psiquiatria, encaminhada pela UBS · primeira consulta psiquiátrica, a pedido da filhaRecursos disponíveis: psicoterapia focada no luto disponível na rede de referência, equipe da UBS de origem, com prontuário e histórico de pressão arterial, matriciamento com a UBS para seguimento clínico compartilhado, Conselho Municipal da Pessoa Idosa e canais de notificação compulsória do território, sem leito de internação psiquiátrica indicado neste quadro
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar Transtorno de Luto Prolongado de episódio depressivo maior no idoso enlutado, usando saudade/preocupação persistentes centradas no falecido e prejuízo funcional, sem medicalizar luto normal nem descartar sofrimento genuinamente incapacitante
  • • Explicar à paciente e à família, sem jargão e sem culpabilização, a diferença entre luto prolongado e falta de força de vontade, oferecendo psicoterapia focada no luto como conduta de primeira linha
  • • Reconhecer isolamento social e perda de funcionalidade após viuvez e mudança de moradia como fatores que aumentam a vulnerabilidade do idoso à exploração por terceiros
  • • Notificar compulsoriamente suspeita de violência/exploração contra a pessoa idosa independentemente de confirmação, sem confrontar o suspeito na presença da paciente antes de garantir a segurança dela
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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