Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Lúpus eritematoso sistêmico: do reconhecimento multissistêmico ao manejo da nefrite e da síndrome antifosfolípide
Preparo
- Síndrome do anticorpo antifosfolípide associada ao lúpus — da trombose isolada à síndrome catastrófica
- Interpretação de autoanticorpos — FAN, anti-CCP, ANCA e painel de miosite além do resultado isolado
- Nefrite lúpica — biópsia, indução e manutenção conforme classe histológica
- Paciente
- Mulher, 26 anos
- Em uso de
- nenhuma medicação de uso contínuo antes desta apresentação
- Fatores de risco
- sexo feminino em idade fértil, exposição solar recreativa recente e regular, sem fotoproteção, sem diagnóstico reumatológico ou acompanhamento prévio
- Cenário
- unidade básica de saúde com referência para ambulatório de clínica médica/reumatologia e nefrologia da rede SUS · seguimento ambulatorial longitudinal, com eventuais intercorrências agudasRecursos disponíveis: fator antinuclear (FAN), anti-dsDNA, anti-Sm, complemento sérico C3/C4, hemograma completo, função renal, urina tipo I e relação proteína-creatinina em amostra isolada, biópsia renal percutânea, com interconsulta de nefrologia, hemoculturas, radiografia de tórax, investigação de trombofilia (anticoagulante lúpico, anticardiolipina, anti-beta2-glicoproteína I) e ultrassonografia Doppler venosa, hidroxicloroquina, micofenolato de mofetila, ciclofosfamida, azatioprina, corticoide, varfarina, heparina de baixo peso molecular, ácido acetilsalicílico
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 5/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer o padrão clínico multissistêmico do lúpus eritematoso sistêmico (eritema malar fotossensível, artralgia, úlceras orais, fadiga, febre baixa) e solicitar a investigação inicial dirigida, sem atribuí-lo a causas banais.
- • Interpretar corretamente o FAN como teste de rastreio sensível mas pouco específico, prosseguindo com anticorpos mais específicos (anti-dsDNA, anti-Sm) e complemento sérico antes de diagnosticar ou tratar.
- • Reconhecer a nefrite lúpica pela combinação de proteinúria significativa e sorologia ativa, indicar a biópsia renal no momento apropriado, e conduzir o esquema de indução recomendado para nefrite proliferativa.
- • Diferenciar reagudização de infecção diante de febre nova sob imunossupressão, sem escalar o tratamento às cegas nem suspender todo o esquema terapêutico antes de investigar.
- • Reconhecer a síndrome antifosfolípide associada ao lúpus diante de trombose confirmada, anticoagular adequadamente, e conduzir o planejamento gestacional com as trocas de medicação necessárias (imunossupressor e anticoagulante) nos momentos certos.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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