Formação

Diagnóstico diferencialResidente

Ferida crônica na UBS: a úlcera de perna que não é venosa, a mancha que ninguém testou, e a que mudou de aspecto

Preparo

  • Doença arterial periférica e claudicação intermitente
  • Hanseníase: diagnóstico pelos sinais cardeais e classificação operacional paucibacilar/multibacilar
  • Úlcera de perna: diferencial etiológico entre venosa, arterial, neuropática e de Martorell
  • Vasos do membro inferior: os pulsos que localizam a obstrução
Paciente
Homem, 68 anos
Comorbidades
diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos, em uso irregular de metformina, hipertensão arterial sistêmica, tabagismo atual intenso (40 maços-ano)
Em uso de
metformina 850 mg 2x/dia (uso irregular), losartana 50 mg/dia
Fatores de risco
tabagismo intenso de longa data, diabetes de longa data, doença arterial periférica ainda não diagnosticada
Contexto: aposentado, mora sozinho, faz curativo semanal na UBS com a equipe de enfermagem; encaminhado ao médico da equipe por falta de melhora da ferida
Cenário
Unidade Básica de Saúde (UBS), consulta médica de seguimento de ferida crônica · consulta ambulatorial de seguimento por ferida crônica de perna sem melhora após 3 meses de curativos semanais pela enfermagemRecursos disponíveis: exame físico vascular (palpação de pulsos, medida do índice tornozelo-braço), monofilamento de Semmes-Weinstein para teste de sensibilidade protetora, encaminhamento para cirurgia vascular e dermatologia pela regulação municipal, notificação compulsória de hanseníase pelo SINAN
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Examinar pulsos periféricos, índice tornozelo-braço e sensibilidade protetora antes de definir a conduta para uma ferida crônica de perna, em vez de presumir etiologia venosa pela idade ou pela cronicidade.
  • • Reconhecer que a compressão elástica é contraindicada diante de doença arterial periférica grave, mesmo quando a ferida já vem sendo tratada como úlcera venosa.
  • • Testar formalmente a sensibilidade e palpar nervos periféricos diante de uma lesão hipocrômica com alteração de sensibilidade, e registrar/encaminhar a suspeita de hanseníase para confirmação e notificação compulsória.
  • • Reconhecer sinais de alarme para transformação maligna numa ferida crônica (borda elevada/evertida, sangramento fácil, dor nova em cicatriz antes indolor) e biopsiar em vez de manter a mesma conduta indefinidamente.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

4 decisões comentadas~8–16 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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