Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Lesão renal aguda e síndrome hemolítico-urêmica: diálise decidida pela clínica
Preparo
- Fisiopatologia da filtração glomerular e seus determinantes
- Mecanismo fisiopatológico das anemias: classificação cinética e morfológica
- Mecanismo dos distúrbios do potássio
- Paciente
- Mulher, 3 anos
- Fatores de risco
- diarreia iniciada há 5 dias, aquosa nos primeiros 3 dias e sanguinolenta nos últimos 2, frequenta creche; sem outros casos semelhantes relatados até o momento, sem histórico de doença renal ou hematológica prévia, diminuição do volume urinário nas últimas 24 horas, segundo os pais
- Cenário
- Pronto-socorro pediátrico de hospital geral, com enfermaria e UTI pediátricas e laboratório de urgência, SEM unidade de diálise pediátrica no local (recurso disponível apenas em centro de referência a cerca de 1 hora de transporte terrestre) · urgência — criança de 3 anos com diarreia sanguinolenta há 2 dias e oligúria progressivaRecursos disponíveis: hemograma completo com esfregaço, LDH, haptoglobina, Coombs direto, ureia, creatinina, eletrólitos e urina tipo I disponíveis com urgência, acesso venoso e soluções isotônicas tituláveis disponíveis, banco de sangue disponível para transfusão de hemácias e de plaquetas, equipe de nefrologia pediátrica acessível por telefone para orientação, ambulância disponível para transferência a centro de referência com diálise pediátrica
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer diarreia sanguinolenta associada a oligúria e palidez como suspeita de síndrome hemolítico-urêmica, evitando antibiótico e antiperistáltico — que aumentam o risco de desenvolver a síndrome nessa situação — enquanto se investiga hemólise e função renal.
- • Interpretar a tríade de anemia hemolítica microangiopática, plaquetopenia e lesão renal aguda como síndrome hemolítico-urêmica, reconhecendo que o Coombs NEGATIVO é compatível com a forma típica (e reservando a suspeita de Streptococcus pneumoniae, Coombs-positiva, para quando ela realmente se apresentar).
- • Diferenciar lesão renal pré-renal (responsiva a volume) de lesão já estabelecida: reconhecer que a ausência de resposta diurética ao bolus inicial, associada a sinais de sobrecarga, indica suspender novas expansões e restringir hídrica, em vez de repetir o volume.
- • Evitar anti-inflamatórios não esteroidais e revisar a posologia renal de toda medicação em uso durante a lesão renal aguda; transfundir plaquetas apenas por sangramento ativo ou procedimento planejado, e hemácias pela indicação clínica de anemia sintomática.
- • Reconhecer hiperpotassemia refratária e sobrecarga pulmonar sem resposta à restrição como indicações CLÍNICAS de diálise, acionando transferência para um centro com esse recurso sem esperar confirmação laboratorial adicional, e encaminhar para seguimento nefrológico de longo prazo mesmo após recuperação aparente.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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