Formação

Raciocínio diagnósticoResidente

Investigação inicial do casal infértil: quando começar e por que o espermograma vem primeiro

Preparo

  • Investigação inicial da infertilidade masculina: espermograma e interpretação
Paciente
Mulher, 36 anos
Fatores de risco
nuligesta, tentando engravidar há 8 meses sem sucesso, sem uso de método contraceptivo neste período (infertilidade primária), parceiro (Rafael, 38 anos) sem comorbidades conhecidas e sem cirurgias pélvicas/genitais prévias
Contexto: Marina e Rafael estão em união estável há 5 anos, ambos empregados, com acesso a serviço de saúde com cobertura para investigação básica de infertilidade. Marina nunca engravidou antes. Nenhum dos dois relata outro fator de risco (cirurgia pélvica prévia, infecção genital de repetição, exposição gonadotóxica, uso de substâncias) na história.
Cenário
ambulatório de ginecologia / reprodução humana · consulta ambulatorial do casal por dificuldade para engravidarRecursos disponíveis: exame ginecológico completo de Marina, espermograma (análise seminal) disponível mediante solicitação, dosagem hormonal (progesterona de fase lútea, hormônio antimülleriano) disponível, histerossalpingografia e ultrassonografia pélvica disponíveis mediante solicitação, sem ressonância magnética pélvica no mesmo serviço, encaminhamento para urologia/andrologia e para serviço de reprodução assistida disponível
Complexidade
Gravidade 1/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 2/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer os critérios que antecipam o início da investigação de infertilidade (idade ≥ 35 anos com 6 meses de tentativas, ou fator de risco conhecido) em vez de aplicar cegamente o critério geral de 12 meses
  • • Solicitar o bloco de investigação de primeira linha para os DOIS parceiros simultaneamente — incluindo o espermograma desde o início — em vez de investigar sequencialmente ou postergar a avaliação masculina
  • • Reconhecer que um espermograma alterado no parceiro NÃO exclui a necessidade de continuar a avaliação da parceira (fator ovulatório, tubário), e evitar interromper a investigação dela
  • • Nunca iniciar tratamento farmacológico de indução de ovulação sem confirmar disfunção ovulatória e sem excluir gravidez prévia
  • • Encaminhar adequadamente o fator masculino alterado para avaliação especializada (urologia/reprodução masculina) em vez de rotular definitivamente a partir de um único exame
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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