Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Intoxicação exógena aguda na infância: do toxíndrome ao critério de alta

Preparo

  • Farmacologia do sistema nervoso autônomo
  • Sulfonilureias e risco de hipoglicemia
Paciente
Homem, 2 anos
Fatores de risco
menino de 2 anos e 4 meses, previamente hígido, sem comorbidades, reside com os pais e com a avó paterna, que mora na mesma casa e faz uso de clonidina para hipertensão, guardada no criado-mudo do quarto dela, irmã de 13 anos já foi atendida há alguns meses por ingestão não intencional de um xarope anti-histamínico guardado ao alcance de criança
Contexto: Família mora em casa com a avó paterna. Os pais relatam rotina matinal corrida e dizem que 'sempre prestam atenção', mas este é o segundo episódio, em poucos meses, de acesso não supervisionado a medicamento dentro de casa.
Cenário
Unidade de pronto atendimento pediátrico com sala de emergência, laboratório e acesso telefônico a um centro de informação e assistência toxicológica · avaliação de intoxicação exógena aguda por ingestão não intencional de medicamento de adulto em um pré-escolar, da triagem inicial ao critério de altaRecursos disponíveis: pediatra e equipe de enfermagem pediátrica disponíveis, centro de informação e assistência toxicológica acessível por telefone, laboratório para glicemia capilar e venosa, eletrólitos e gasometria, monitorização cardíaca contínua e oximetria de pulso, acesso venoso periférico com bomba de infusão, leito de observação pediátrica monitorada e vaga de UTI pediátrica de retaguarda
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o toxíndrome depressor do sistema nervoso central do tipo opioide causado por um agonista alfa-2 adrenérgico (clonidina) em uma criança pequena, diferenciando-o do toxíndrome colinérgico e do anticolinérgico pelos achados de exame físico, sem dispensar uma ingestão testemunhada de medicamento como causa banal.
  • • Aplicar corretamente a janela e as contraindicações do carvão ativado — em especial o risco de aspiração em criança com nível de consciência rebaixado e via aérea não protegida, e em possível ingestão concomitante de hidrocarboneto.
  • • Usar a naloxona com as ressalvas apropriadas ao agonista alfa-2, sem tratá-la como confirmação diagnóstica isolada e sem suspender as demais medidas de suporte (monitorização, proteção de via aérea) com base nela.
  • • Reconhecer medicamentos que podem matar uma criança pequena com uma única dose — incluindo a possibilidade de hipoglicemia grave, tardia e recorrente por sulfonilureia mesmo após uma glicemia inicial normal —, e decidir o tempo de observação pela farmacologia do agente, não pela melhora clínica aparente.
  • • Reconhecer a exposição repetida a medicamentos não supervisionados no domicílio como sinal de risco que exige uma abordagem preventiva concreta com a família, além do tratamento do episódio agudo em si.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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