Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Intoxicação por metanol na emergência: reconhecer antes que a acidose e a visão decidam por você

Preparo

  • Farmacocinética: absorção, distribuição, metabolismo e excreção
  • Equilíbrio ácido-base: tamponamento e leitura da gasometria
Paciente
Homem, 44 anos
Comorbidades
nenhuma comorbidade conhecida
Fatores de risco
consumo de bebida destilada vendida informalmente, sem rótulo nem procedência conhecida, cerca de 14 horas antes da chegada ao PS, atraso pré-hospitalar de cerca de 14 horas entre a ingestão e a avaliação médica
Contexto: motorista de aplicativo; bebe socialmente aos finais de semana, nega uso diário; na noite anterior, numa festa de bairro, comprou e consumiu uma dose de uma bebida destilada de um vendedor informal, sem rótulo
Cenário
Pronto-Socorro de hospital geral com laboratório 24h para gasometria arterial, eletrólitos e osmolalidade sérica medida, fomepizol e etanol disponíveis para uso intravenoso, e sala de hemodiálise de urgência · admissão por cefaleia, dor abdominal, náuseas, visão turva progressiva e alteração leve do nível de consciência, cerca de 14 horas após consumo de bebida destilada de origem duvidosaRecursos disponíveis: gasometria arterial, eletrólitos e cálculo do ânion gap, osmolalidade sérica medida, dosagem de etanol sérico, fomepizol intravenoso, etanol intravenoso (alternativa ao fomepizol), ácido folínico/ácido fólico, bicarbonato de sódio intravenoso, hemodiálise de urgência, avaliação oftalmológica
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o padrão clínico da intoxicação por álcool tóxico (queixa visual progressiva, sintomas gastrointestinais e alteração do nível de consciência horas após ingestão de bebida de origem duvidosa), sem atribuí-lo precipitadamente a embriaguez comum, ressaca ou abstinência alcoólica.
  • • Reconhecer que a descontaminação gastrointestinal (lavagem gástrica, carvão ativado) tem baixo valor e risco desnecessário na intoxicação por álcool tóxico, especialmente após a janela de absorção e em paciente com via aérea não protegida.
  • • Solicitar e interpretar corretamente o ânion gap e o gap osmolar, incluindo a necessidade de dosar etanol sérico para não confundir sua ausência com exclusão do quadro, sem que a ausência de um exame confirmatório imediato atrase o tratamento.
  • • Indicar o bloqueio da via metabólica (fomepizol ou etanol) com base em critérios clínicos e laboratoriais, sem aguardar dosagem confirmatória do álcool tóxico, e reconhecer que bloqueio metabólico e remoção extracorpórea são medidas complementares, não alternativas.
  • • Reconhecer os critérios de indicação de hemodiálise de urgência (novo déficit visual, acidose metabólica grave e persistente, ânion gap muito elevado) e conduzir a suspensão do antídoto e da diálise com base em critérios laboratoriais de resolução, não apenas na melhora sintomática.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado