Formação

Decisão clínicaResidente

Insuficiência aórtica: da vigilância crônica à emergência aguda por endocardite

Preparo

  • Choque cardiogênico pós-infarto e suporte circulatório mecânico
  • Semiologia cardiovascular: ausculta, pulsos e sinais periféricos
  • Endocardite infecciosa
  • Inotrópicos, vasopressores e vasodilatadores: escolha e titulação
Paciente
Homem, 29 anos
Comorbidades
valva aórtica bicúspide, diagnosticada aos 18 anos em exame pré-participação esportiva, com insuficiência aórtica leve a moderada acompanhada anualmente
Fatores de risco
extração dentária realizada 3 semanas antes do quadro atual, sem profilaxia antibiótica, indicação cirúrgica eletiva feita 4 meses antes (critério de diâmetro/função ventricular), que o paciente decidiu adiar
Contexto: educador físico, fisicamente ativo, sem limitação a esforços até o quadro atual, mora com a mãe
Cenário
Ambulatório de cardiologia para a consulta de vigilância; pronto-socorro de hospital terciário com UTI e serviço de cirurgia cardíaca disponíveis para o quadro agudo · consulta ambulatorial de rotina seguida, meses depois, de atendimento de emergência por febre e dispneia progressiva, com decisão sequencial sobre diagnóstico, estabilização e momento cirúrgicoRecursos disponíveis: ecocardiograma transtorácico disponível (ambulatorial e à beira do leito), monitor multiparamétrico com telemetria contínua, laboratório para hemoculturas, hemograma, função renal e lactato, antibioticoterapia intravenosa disponível, equipe de cirurgia cardíaca e UTI cardiológica disponíveis, suporte inotrópico e vasodilatador intravenoso disponíveis
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que a fase assintomática longa da insuficiência aórtica crônica não equivale a ausência de indicação cirúrgica, aplicando os critérios de fração de ejeção e diâmetro ventricular em pacientes assintomáticos.
  • • Diferenciar insuficiência aórtica aguda de crônica pelos achados hemodinâmicos, reconhecendo que sopro mais discreto e pressão de pulso NÃO alargada são esperados na forma aguda e não indicam menor gravidade.
  • • Reconhecer endocardite infecciosa como etiologia de insuficiência aórtica aguda, distinguindo-a da progressão natural de uma valvopatia crônica já conhecida.
  • • Conduzir a insuficiência aórtica aguda importante como emergência cirúrgica, sem postergar a avaliação cirúrgica para completar um curso padrão de antibioticoterapia.
  • • Reconhecer a contraindicação do balão intra-aórtico na insuficiência aórtica aguda, e evitar betabloqueador na estabilização farmacológica desta condição.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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