Formação

CondutaResidente

Insônia crônica: retirada de Z-droga e abordagem não farmacológica

Preparo

  • Ansiolíticos, hipnóticos e desprescrição de benzodiazepínicos
  • Prescrição segura e desprescrição de psicofármacos no idoso
Paciente
Mulher, 68 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana, insônia crônica há 8 meses, iniciada após o luto pelo marido, com uso diário de zolpidem e escalonamento não supervisionado da dose nos últimos 2 meses
Em uso de
zolpidem 10 mg à noite, prescrito há 8 meses; a paciente vem tomando 20 mg (dois comprimidos) por conta própria nos últimos 2 meses, losartana 50 mg/dia
Fatores de risco
uso de Z-droga por mais de 4 semanas, com escalonamento de dose não supervisionado, idade avançada (68 anos), com maior vulnerabilidade a efeitos adversos de hipnóticos e antipsicóticos sedativos, fatores perpetuantes ativos: cochilo vespertino diário, tempo excessivo na cama, taça de vinho antes de dormir, mora sozinha, sem rede de apoio familiar próxima
Contexto: Viúva há 10 meses, aposentada, mora sozinha; os filhos moram em outra cidade. O uso do hipnótico começou logo após o falecimento do marido. Diz que 'só consigo dormir com o remédio' e que passou a tomar dois comprimidos porque 'um só não faz mais efeito'.
Cenário
ambulatório de psiquiatria · consulta de retorno ambulatorialRecursos disponíveis: diário de sono, orientação de terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), com fila de espera para atendimento presencial com psicólogo pelo convênio e pelo SUS da região, farmácia com zolpidem, benzodiazepínicos de ação prolongada e antipsicóticos sedativos, agenda de retorno médico quinzenal
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Identificar fatores perpetuantes da insônia crônica (cochilo diurno, tempo excessivo na cama, álcool antes de dormir) e reconhecer o uso de hipnótico além de 4 semanas, com dose crescente, como sinal de dependência em formação
  • • Priorizar a terapia cognitivo-comportamental para insônia — restrição de tempo na cama e controle de estímulos — sobre a manutenção ou o escalonamento oficial do hipnótico
  • • Conduzir a retirada do hipnótico por redução gradual da dose (10 a 25% a cada 1 a 2 semanas) associada a acompanhamento clínico regular, nunca por suspensão abrupta após uso prolongado
  • • Evitar a associação de antipsicótico sedativo para insônia em paciente idosa, e preparar a paciente para a piora transitória do sono (insônia de rebote) esperada durante a retirada
  • • Sustentar o plano de redução gradual mesmo diante da falta de acesso a psicoterapia presencial, sem reverter para a dose escalada por tempo indeterminado
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado