Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Inotrópicos, vasopressores e vasodilatadores: titular o choque cardiogênico não isquêmico

Preparo

  • Insuficiência cardíaca aguda descompensada e perfis hemodinâmicos
  • Ajuste de dose na disfunção renal e hepática
  • Arritmias ventriculares, taquicardia de QRS largo e tempestade elétrica
Paciente
Homem, 61 anos
Comorbidades
miocardiopatia dilatada idiopática (não isquêmica), FEVE 25%, classe funcional NYHA III, doença renal crônica leve (creatinina basal 1,0 mg/dL)
Em uso de
carvedilol 25 mg de 12/12 horas, losartana 50 mg 1x/dia, espironolactona 25 mg 1x/dia, furosemida 40 mg 1x/dia, dapagliflozina 10 mg 1x/dia
Fatores de risco
miocardiopatia dilatada não isquêmica de longa data, história de duas descompensações prévias de insuficiência cardíaca
Contexto: Aposentado, mora com a esposa, em acompanhamento regular em ambulatório de insuficiência cardíaca. Trazido pela família após piora progressiva de dispneia e confusão leve nas últimas 24 horas, culminando em quadro de baixo débito à chegada.
Cenário
UTI · internaçãoRecursos disponíveis: UTI cardiológica com monitorização hemodinâmica invasiva e não invasiva, bombas de infusão para dobutamina, noradrenalina e milrinona, ECG contínuo com monitor de arritmia, gasometria arterial e lactato seriados, função renal seriada (creatinina), ecocardiograma transtorácico à beira-leito, equipe multiprofissional de UTI cardiológica
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o perfil hemodinâmico frio-congesto/choque cardiogênico e escolher o agente vasoativo pelo perfil identificado — inotrópico, não vasodilatador — nunca por hábito de serviço.
  • • Titular a dose por alvo de perfusão tecidual (lactato, diurese, enchimento capilar), buscando a menor dose eficaz, em vez de por um valor isolado de pressão arterial.
  • • Sequenciar corretamente vasopressor e inotrópico em choque cardiogênico refratário — associar noradrenalina ao inotrópico já em curso, nunca substituí-lo isoladamente.
  • • Reconhecer arritmia como fator limitante de dose dos agentes inotrópicos, reduzindo ou trocando o agente (ex.: milrinona sob betabloqueio crônico, com ajuste renal) em vez de escalonar a dose.
  • • Conduzir o desmame do suporte vasoativo com base em tendência sustentada de perfusão — não numa única leitura — evitando tanto a suspensão abrupta quanto a manutenção crônica sem indicação objetiva.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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