Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Infecção de sítio cirúrgico: da ferida suja ao controle de foco de órgão/espaço
Preparo
- Uso racional de antibióticos em cirurgia
- Cicatrização de feridas e cuidado da ferida operatória
- Drenagem percutânea guiada por imagem de coleção abdominal
- Fasciíte necrosante: reconhecimento precoce e desbridamento radical
- Paciente
- Mulher, 62 anos
- Comorbidades
- diabetes mellitus tipo 2 em mau controle (HbA1c 9,8%), obesidade (IMC 34), hipertensão arterial sistêmica
- Em uso de
- metformina 850mg 2x/dia, uso irregular, losartana 50mg 1x/dia
- Fatores de risco
- diabetes mellitus mal controlada, tabagismo atual (20 cigarros/dia há 30 anos), obesidade, cirurgia de urgência com contaminação peritoneal purulenta
- Cenário
- Enfermaria de cirurgia geral de hospital secundário; Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) ativa com protocolo de vigilância de infecção de sítio cirúrgico; ultrassonografia e tomografia disponíveis; serviço de radiologia intervencionista para drenagem percutânea guiada por imagem; ambulatório de cirurgia geral para seguimento pós-alta · acompanhamento pós-operatório em enfermaria — complicação infecciosaRecursos disponíveis: hemograma, proteína C-reativa, procalcitonina, cultura de secreção de ferida operatória e hemoculturas, ultrassonografia e tomografia computadorizada de abdome com contraste, radiologia intervencionista para drenagem percutânea guiada por imagem, centro cirúrgico disponível para reabordagem se necessário, CCIH com sistema de vigilância de infecção de sítio cirúrgico
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Classificar a ferida operatória (limpa, potencialmente contaminada, contaminada, suja/infectada) e reconhecer as três categorias de infecção de sítio cirúrgico (superficial, profunda, órgão/espaço) pelos critérios clínicos que as definem.
- • Tratar a infecção de sítio cirúrgico superficial por abertura e drenagem como conduta principal, reservando o antibiótico sistêmico como adjuvante diante de sinais sistêmicos — nunca dispensando secreção purulenta franca como achado esperado.
- • Reconhecer deiscência com falha de fáscia como infecção profunda com risco de evisceração, e investigar ativamente febre persistente apesar de ferida incisional controlada, levantando suspeita de infecção de órgão/espaço.
- • Indicar drenagem (percutânea guiada por imagem, quando tecnicamente acessível) como controle do foco de uma coleção de órgão/espaço, e investigar achados que sugiram fístula entérica antes de liberar a alta.
- • Reconhecer a infecção necrosante de partes moles por achados clínicos e laboratoriais (dor desproporcional, progressão rápida, LRINEC) e acionar desbridamento cirúrgico de urgência sem aguardar confirmação por imagem, sabendo que o próprio escore de risco não tem sensibilidade para descartar o diagnóstico.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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