Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Indicações de cesariana: da fase ativa mal diagnosticada ao debrief que decide o parto seguinte

Preparo

  • Diagnóstico e fases clínicas do trabalho de parto
  • Monitorização da vitalidade fetal intraparto
  • Uso racional de antibióticos em cirurgia
Paciente
Mulher, 28 anos
Gestante
Fatores de risco
primigesta (G1P0), gestação única, 39 semanas e 2 dias, apresentação cefálica, pré-natal completo e sem intercorrências
Contexto: Admitida em trabalho de parto espontâneo, acompanhada pelo marido. Fez todas as consultas de pré-natal e um curso de preparação para o parto; verbaliza desejo de parto vaginal e ansiedade em relação à possibilidade de precisar de cesárea.
Cenário
centro obstétrico de maternidade com centro cirúrgico disponível · trabalho de parto com evolução até decisão de via de partoRecursos disponíveis: partograma e toque vaginal seriado, cardiotocografia contínua, cateter de pressão intrauterina (IUPC) para monitorização de Montevideo units, ocitocina para aumento do trabalho de parto, equipe cirúrgica obstétrica e centro cirúrgico, antibioticoprofilaxia cirúrgica (cefazolina), equipe de neonatologia disponível
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que a fase ativa do trabalho de parto, pela definição vigente do ACOG, começa em 6 cm de dilatação cervical, e que progresso lento antes desse limiar (fase latente) não é indicação de cesárea.
  • • Diagnosticar arresto de dilatação na fase ativa somente após confirmar objetivamente a adequação da atividade uterina (Montevideo units) e tentar um período de aumento com ocitocina, quando aplicável.
  • • Diferenciar o manejo de um traçado cardiotocográfico Categoria II (manobras de reanimação intrauterina, não indicação isolada de cesárea) do manejo de um traçado Categoria III (indicação de facilitar o parto sem demora).
  • • Aplicar a antibioticoprofilaxia cirúrgica no momento pré-operatório correto (antes da incisão, não após o clampeamento do cordão) e documentar com precisão a indicação da cesárea e o tipo de histerotomia no relatório operatório.
  • • Orientar corretamente sobre a elegibilidade a um trabalho de parto após cesárea (TOLAC) numa gestação futura, evitando o dogma infundado de que uma cesárea implica cesárea obrigatória em toda gestação seguinte.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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