Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Indicação e escolha da via de acesso enteral: da disfagia pós-AVC à gastrostomia, passando pela confirmação de posição da sonda

Preparo

  • Prescrição, progressão e monitorização da nutrição enteral
  • Complicações da terapia nutricional enteral
  • Disfagia e segurança da via oral
Paciente
Homem, 71 anos
Comorbidades
AVC isquêmico extenso de artéria cerebral média direita há 2 dias, com hemiparesia esquerda; sem afasia (lesão hemisférica direita preserva a linguagem), hipertensão arterial sistêmica, fibrilação atrial não valvar em uso de anticoagulante oral
Em uso de
anlodipino 5 mg/dia, apixabana 5 mg 12/12h
Fatores de risco
disfagia orofaríngea grave confirmada em avaliação fonoaudiológica formal à beira do leito, história de pneumonia aspirativa há 1 ano, trato gastrointestinal funcionante, sem sinais de obstrução
Contexto: casado, mora com a esposa Terezinha, aposentado, previamente independente para atividades básicas de vida diária
Cenário
enfermaria de unidade de AVC (stroke unit) em hospital terciário, com fonoaudiologia, radiologia, endoscopia digestiva e equipe multiprofissional de terapia nutricional disponíveis · avaliação nutrológica no 2º dia de internação por AVC isquêmico, com seguimento planejado ao longo da internação e após a alta hospitalarRecursos disponíveis: avaliação fonoaudiológica formal e seriada da deglutição, sondas nasoenterais (posicionamento gástrico e pós-pilórico), radiologia para confirmação de posição de sonda e para gastrostomia/jejunostomia percutânea guiada por imagem, endoscopia digestiva para gastrostomia endoscópica percutânea (PEG) e extensão jejunal (PEG-J), equipe multiprofissional de terapia nutricional
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Indicar nutrição enteral por sonda em paciente com disfagia orofaríngea grave e trato gastrointestinal funcionante, evitando tanto a demora injustificada quanto a indicação inadequada de nutrição parenteral.
  • • Escolher a via de acesso enteral (sonda nasogástrica, nasoentérica pós-pilórica, gastrostomia ou jejunostomia) considerando a duração prevista do suporte nutricional e o risco de aspiração.
  • • Confirmar objetivamente a posição da sonda antes de iniciar a dieta, reconhecendo que a ausculta epigástrica isolada não é um método confiável para excluir posicionamento na via aérea.
  • • Reconhecer sinais de aspiração associados à via gástrica e escalar para uma via pós-pilórica (extensão jejunal ou jejunostomia) quando a otimização da via gástrica não resolve o risco.
  • • Conduzir, junto ao paciente e à família, a decisão sobre via de acesso de longa permanência, comunicando de forma honesta o que se espera da evolução da deglutição e os limites de cada via.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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