Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Indicação, suspensão e aspectos éticos da nutrição artificial: do pedido familiar por uma sonda ao bilhete que revela a própria vontade da paciente
Preparo
- Diretivas antecipadas de vontade, capacidade decisória e decisão substituta
- Cuidados de fim de vida, ortotanásia e ordens de não-reanimação
- Via de alimentacao na demencia avancada: decisao sobre sonda enteral
- Paciente
- Mulher, 84 anos
- Comorbidades
- doença de Alzheimer em estágio avançado (FAST 7c) há aproximadamente 3 anos de evolução conhecida, com perda completa de linguagem verbal e de deambulação, hipertensão arterial sistêmica, previamente controlada, pneumonia aspirativa em tratamento, internada há 5 dias, com resolução clínica em curso
- Em uso de
- antibioticoterapia venosa em curso (conforme cultura/foco pulmonar)
- Fatores de risco
- disfagia orofaríngea grave confirmada por avaliação fonoaudiológica à beira do leito, com broncoaspiração em todas as consistências testadas, acamada, contraturas em membros, dependência total para todas as atividades básicas, não verbaliza; comunica desconforto ou conforto apenas por expressão facial e sons
- Cenário
- Enfermaria de clínica médica/geriatria em hospital geral · internação por pneumonia aspirativa em resolução, evoluindo para decisão multiprofissional sobre via de alimentação e, semanas depois, para cuidados de fim de vida, ao longo de cerca de um mêsRecursos disponíveis: equipe multiprofissional (nutrologia, geriatria, fonoaudiologia, enfermagem, serviço social), avaliação fonoaudiológica da deglutição disponível à beira do leito, possibilidade de reunião familiar estruturada e de consulta ao comitê de bioética da instituição, cuidados paliativos disponíveis dentro da própria internação
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 5/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que nutrição e hidratação artificiais são intervenções médicas sujeitas a indicação, não um pedido familiar a ser automaticamente atendido.
- • Avaliar benefício e dano da sonda de gastrostomia em demência avançada a partir da evidência disponível, priorizando alimentação assistida por via oral quando não há benefício demonstrado.
- • Apurar ativamente a diretiva antecipada e a vontade presumida do próprio paciente antes de uma decisão final, em vez de decidir apenas pela preferência atual da família.
- • Conduzir a comunicação sobre alimentação assistida e cuidados paliativos sem a moldura de abandono, reconhecendo o peso simbólico do alimento para a família sem deixar essa carga distorcer a informação clínica.
- • Sustentar uma decisão de fim de vida (incluindo hidratação artificial) diante de conflito familiar, ameaça de processo, ou uma expressão de vontade do próprio paciente que diverge do pedido atual dos familiares.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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