Formação

Decisão clínicaResidente

Rogério quer entender por que sempre estraga tudo — mas ainda não é hora

Preparo

  • Psicoterapias breves, intervenções focais e entrevista motivacional
  • Aliança terapêutica, enquadre e manejo de rupturas
  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
Paciente
Homem, 33 anos
Comorbidades
sem diagnóstico psiquiátrico prévio registrado, sem doença clínica conhecida
Em uso de
nenhum de uso contínuo
Fatores de risco
demitido há três semanas numa reestruturação; primeira vez desempregado, separação há um mês de relação de seis anos, ideação suicida ativa nos últimos cinco dias, com plano formulado e meio guardado em casa (cartela de amitriptilina da mãe, na gaveta do quarto), aumento recente do uso de álcool à noite, para dormir, mora sozinho desde a separação
Contexto: mora sozinho num quitinete desde a separação; a mãe, Dona Neide, mora no mesmo bairro e é com quem ele fala todos os dias — é dela a cartela de amitriptilina, usada para enxaqueca; encaminhado pela UBS ao ambulatório de psiquiatria de hospital universitário que mantém programa de psicoterapia conduzido por residentes sob supervisão; nunca fez psicoterapia, e chega pedindo explicitamente um trabalho de entendimento, não só alívio
Cenário
ambulatório de psiquiatria de hospital universitário, encaminhado pela UBS · primeira consulta psiquiátrica, demanda espontânea de psicoterapiaRecursos disponíveis: grupo psicoeducativo quinzenal, com vaga imediata, psicoterapia de orientação dinâmica de tempo limitado (16 sessões semanais), conduzida por residente sob supervisão, com vaga em três semanas, fila de psicoterapia de enquadre aberto e longa duração, espera estimada de oito meses, agenda de retorno psiquiátrico em curto prazo e contato telefônico do serviço, matriciamento com a UBS de origem, mãe disponível e presente na rede de apoio, mora no mesmo bairro
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Decidir a indicação de psicoterapia de orientação dinâmica por critérios observáveis do paciente — capacidade de olhar para a própria participação no que se repete, tolerância a afeto doloroso sem responder por ato, estabilidade de vínculos, motivação por compreender e capacidade de sustentar o enquadre — e não pelo diagnóstico, pela preferência do serviço ou pela riqueza do material
  • • Reconhecer a crise aguda com risco de suicídio como contraindicação ao trabalho exploratório naquele momento, sustentando o cuidado com restrição de acesso ao meio, plano de segurança e seguimento proativo, e nomeando por escrito o critério que permitirá retomar a proposta
  • • Sustentar, ao mesmo tempo, que a abordagem tem suporte empírico e que nenhuma modalidade isolada serve a todos — escolhendo entre o modelo de tempo limitado viável no serviço público e a espera por um enquadre aberto indisponível
  • • Identificar no curso do tratamento os sinais observáveis de que o trabalho exploratório está desorganizando em vez de elaborar (piora funcional fora da sessão, retorno de comportamento de risco, perda de continência entre sessões) e deslocar a técnica para o polo de suporte, em vez de ler a piora como resistência a aprofundar
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado