Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Icterícia antes de 24 horas de vida: hemólise até prova em contrário

Preparo

  • Hemostasia e fisiologia normal do sangue
Paciente
Homem, 0 anos
Fatores de risco
recém-nascido a termo, 39 semanas de idade gestacional, peso ao nascer 3.300 g, Apgar 9/9, parto vaginal sem intercorrências, primeiro filho; mãe tipo sanguíneo O Rh-positivo — incompatibilidade ABO, ao contrário da Rh, não exige sensibilização prévia e pode ocorrer já na primeira gestação, exclusivamente amamentado, em alojamento conjunto com a mãe, sem histórico familiar conhecido de doença hemolítica, deficiência de G6PD ou esferocitose até o início do caso
Contexto: Primeiro filho do casal. Mãe de 27 anos, pré-natal sem intercorrências, parto vaginal a termo. Pai presente na maternidade. Alta programada para o 2º dia de vida, a depender da evolução da icterícia.
Cenário
Alojamento conjunto de maternidade de risco habitual, com laboratório disponível 24h, berços de fototerapia e linha de comunicação com o banco de sangue e com a unidade de cuidados intermediários neonatais · avaliação e manejo de icterícia neonatal de início precoce (antes de 24h de vida), com necessidade de investigar etiologia hemolítica e conduzir fototerapiaRecursos disponíveis: equipe de enfermagem neonatal e pediatra plantonista, laboratório com bilirrubina total e fracionada, hemograma com reticulócitos, tipagem sanguínea, Coombs direto (DAT) e triagem de G6PD, berços de fototerapia (unidade única e múltiplas unidades para intensificação), banco de sangue com capacidade de prova cruzada para eventual exsanguineotransfusão, consultório de seguimento ambulatorial para os retornos do 5º dia e da 3ª semana
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que icterícia detectada antes de 24 horas de vida nunca é fisiológica e exige dosagem imediata de bilirrubina e investigação de causa hemolítica.
  • • Investigar a etiologia hemolítica (tipagem materna/do recém-nascido, Coombs direto, hemograma com reticulócitos, esfregaço, G6PD) e reconhecer uma doença hemolítica confirmada como fator de risco de neurotoxicidade que ABAIXA o limiar para iniciar fototerapia.
  • • Conduzir a técnica correta de fototerapia (máxima área de pele exposta, proteção ocular, interrupções minimizadas) mantendo e apoiando ativamente a amamentação em livre demanda, sem suplementar com água ou água glicosada.
  • • Reconhecer sinais de fase 1 da encefalopatia bilirrubínica aguda (hipoatividade para mamar, letargia, hipotonia) como urgência que exige reavaliação e escalonamento imediatos, e indicar exsanguineotransfusão apenas por falha de fototerapia ou nível no limiar próprio — nunca antes disso.
  • • Distinguir bilirrubina direta/conjugada elevada (colestase, quase sempre patológica) de hiperbilirrubinemia não conjugada em resolução, e diferenciar icterícia do leite materno (benigna) de recaída da doença hemolítica, sem suspender a amamentação sem necessidade médica real.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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