Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Icterícia além das duas semanas: quando a cor da fralda decide o prazo cirúrgico
Preparo
- Icterícia neonatal e hiperbilirrubinemia
- Paciente
- Mulher, 42 anos
- Fatores de risco
- idade cronológica de 42 dias (6 semanas de vida), icterícia presente desde a primeira semana de vida, nunca completamente resolvida, fezes progressivamente mais claras nas últimas duas semanas, segundo relato espontâneo da mãe, nascida a termo, parto e período neonatal imediato sem intercorrências relatadas, aleitamento materno exclusivo, mama bem e ganha peso adequadamente, sem histórico familiar conhecido de doença hepática, peso atual de aproximadamente 4,8 kg
- Cenário
- Ambulatório de pediatria / UBS, consulta de puericultura · avaliação de icterícia prolongada com relato de fezes progressivamente mais claras em lactente de 42 diasRecursos disponíveis: exame físico completo e antropometria, acesso a exames laboratoriais (bilirrubina total e frações, transaminases, fosfatase alcalina, gama-GT, hemograma) com resultado em alguns dias, acesso a ultrassonografia abdominal, possibilidade de encaminhamento urgente a serviço de referência em hepatologia/cirurgia pediátrica, serviço de referência com disponibilidade de colangiografia intraoperatória e portoenterostomia de Kasai
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que icterícia além de duas semanas de vida não é fisiológica e exige fracionamento da bilirrubina, mesmo diante de um relato tranquilizador de bom aleitamento e ganho de peso.
- • Interpretar fezes progressivamente acólicas e colúria como sinais de colestase obstrutiva, e reconhecer o corte laboratorial (bilirrubina direta acima de 1 mg/dL ou 20% do total) que define hiperbilirrubinemia conjugada.
- • Distinguir colestase de icterícia do leite materno pela própria definição (conjugada versus não conjugada), resistindo à hipótese mais tranquilizadora quando o achado laboratorial já a exclui.
- • Conduzir a investigação de imagem e o encaminhamento a serviço de referência com a urgência que a janela da portoenterostomia de Kasai (por volta dos 60 dias de vida) exige, e comunicar essa urgência à família sem alarmar além do necessário.
- • Reconhecer colangite pós-Kasai pela tríade de febre, piora da icterícia e retorno de fezes acólicas como emergência que exige hospitalização e antibioticoterapia empírica imediata, e comunicar à família que o Kasai não é necessariamente curativo.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado