Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Quatro pilares, uma só janela: otimizar a terapia modificadora de doença na IC com FE reduzida

Preparo

  • Distúrbios do potássio — hipocalemia e hipercalemia
  • Bradiarritmias, disfunção do nó sinusal e bloqueios atrioventriculares
Paciente
Homem, 58 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica há 12 anos, em uso irregular da medicação, obesidade grau I (IMC 31)
Em uso de
furosemida 40mg/dia (iniciada na internação), losartana 50mg/dia, uso irregular antes da internação
Fatores de risco
sedentarismo, não adesão prévia ao tratamento anti-hipertensivo, sem diagnóstico prévio de doença coronariana, sem angina típica relatada
Contexto: trabalha como motorista de aplicativo, mora com a esposa, tem cobertura pelo SUS e acesso regular à farmácia básica; refere dificuldade para comparecer a consultas muito frequentes pela rotina de trabalho
Cenário
ambulatório de cardiologia / unidade de insuficiência cardíaca, em seguimento após alta hospitalar recente por IC descompensada · consultas ambulatoriais sucessivas de otimização da terapia modificadora de doença na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, ao longo de semanas a mesesRecursos disponíveis: acesso às quatro classes de terapia modificadora de doença (IECA/BRA, sacubitril-valsartana, betabloqueador, antagonista da aldosterona, iSGLT2), laboratório para função renal, potássio e hemograma a cada consulta de titulação, eletrocardiograma no local, ecocardiograma disponível para reavaliação seriada, avaliação não invasiva de isquemia miocárdica (cintilografia/ressonância com estresse) mediante solicitação, possibilidade de retorno em intervalos curtos (1-2 semanas) para titulação
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Iniciar os quatro pilares da terapia modificadora de doença precocemente e em conjunto, em doses baixas, evitando tanto a titulação sequencial de uma única classe até dose-alvo quanto a combinação simultânea de múltiplos bloqueadores da mesma via (IECA + BRA + antagonista da aldosterona).
  • • Investigar a etiologia da disfunção ventricular — particularmente doença arterial coronariana — em paralelo ao início do tratamento, sem atribuí-la a hipertensão por presunção nem atrasar a terapia comprovadamente eficaz à espera do resultado.
  • • Reconhecer hipotensão assintomática, bradicardia isolada sem bloqueio e alterações leves a moderadas de potássio/função renal como limites esperados e ajustáveis da titulação, e não como motivo automático de suspensão de toda a terapia.
  • • Respeitar o washout de 36 horas entre IECA e sacubitril-valsartana pelo risco de angioedema, e reconhecer os limiares numéricos que exigem suspensão real — não apenas redução — de fármacos que atuam no eixo renina-angiotensina-aldosterona diante de hipercalemia e piora renal francas.
  • • Titular rapidamente até a dose-alvo das quatro classes, com monitorização a cada ajuste, e planejar a reavaliação da fração de ejeção 3 a 6 meses após a terapia otimizada para decidir sobre terapia de dispositivo.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado