Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Falta de ar sem 'nada errado no coração': o diagnóstico e o manejo da IC com fração de ejeção preservada

Preparo

  • Miocardiopatias restritivas e infiltrativas
  • Fibrilação atrial: controle de ritmo versus controle de frequência
  • Nefroproteção farmacológica além da primeira linha: iSGLT2, finerenona e otimização de IECA/BRA
Paciente
Mulher, 68 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica há 15 anos, diabetes mellitus tipo 2 há 8 anos, em uso de metformina, obesidade grau II (IMC 34 kg/m²), fibrilação atrial paroxística, em anticoagulação oral, dislipidemia, em uso de estatina
Em uso de
losartana 50mg/dia, metformina 1000mg 2x/dia, anticoagulante oral (para fibrilação atrial paroxística), estatina
Fatores de risco
sedentarismo, obesidade, hipertensão de longa data
Contexto: aposentada, mora com a filha, tem cobertura por plano de saúde e acesso regular a consultas; refere ter sido orientada por outro médico, antes desta consulta, a 'perder peso e fazer mais exercício' para a falta de ar
Cenário
ambulatório de cardiologia, encaminhada da atenção primária por dispneia progressiva · consultas ambulatoriais sucessivas de investigação diagnóstica e, depois, de otimização terapêutica na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, ao longo de semanas a mesesRecursos disponíveis: ecocardiograma transtorácico com avaliação diastólica, dosagem de NT-proBNP, espirometria, teste de esforço cardiopulmonar ou referência para cateterismo cardíaco direito com exercício, cintilografia óssea com bisfosfonato (PYP/DPD/HMDP) para rastreio de amiloidose ATTR, eletroforese de proteínas séricas e urinárias com imunofixação e dosagem de cadeias leves livres, acesso a iSGLT2 (dapagliflozina) e finerenona, laboratório para função renal e potássio a cada ajuste terapêutico
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Aplicar uma abordagem estruturada de probabilidade (como o escore H2FPEF) para estimar a chance de ICFEp em paciente com dispneia inexplicada, em vez de decidir só pela impressão clínica ou só pela fração de ejeção preservada no ecocardiograma.
  • • Interpretar o NT-proBNP no contexto da obesidade, reconhecendo que um valor discreto não afasta ICFEp nesta população, e buscar teste hemodinâmico adicional quando a probabilidade permanece intermediária após a avaliação não invasiva.
  • • Reconhecer os red flags de amiloidose cardíaca (voltagem discordante no ECG, NT-proBNP desproporcional, hipotensão/normotensão em quem antes era hipertensa, síndrome do túnel do carpo bilateral) e investigá-los com eletroforese sérica/urinária, cadeias leves livres e cintilografia óssea antes de rotular como ICFEp hipertensiva comum.
  • • Iniciar iSGLT2 como primeiro pilar farmacológico na ICFEp independentemente do status glicêmico, e considerar finerenona como segundo pilar com monitorização de potássio e função renal antes e depois do início, pelo risco de hiperpotassemia.
  • • Titular o diurético de alça para a menor dose eficaz diante de hipotensão assintomática, e integrar o manejo de comorbidades (fibrilação atrial, hipertensão) como parte do fenótipo da ICFEp, não como assunto à parte.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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