Formação
Simulação clínica sequencialResidente
HIV, sífilis e hepatite B na gestação: rastreio, tratamento e prevenção da transmissão vertical
Preparo
- Infecções congênitas e transmissão vertical
- HIV/AIDS e infecções sexualmente transmissíveis — diagnóstico e manejo ambulatorial
- Paciente
- Mulher, 26 anos
- Gestante
- Em uso de
- terapia antirretroviral iniciada nesta gestação, com relato de adesão irregular
- Fatores de risco
- início tardio do pré-natal (primeira consulta desta gestação já com 29 semanas), parceria sexual atual não testada nem tratada para infecções sexualmente transmissíveis, adesão irregular à terapia antirretroviral ao longo da gestação, sem diagnóstico prévio conhecido de sífilis, HIV ou hepatite B antes desta gestação
- Cenário
- pré-natal de alto risco, com acompanhamento ambulatorial seriado até o parto hospitalar e o período neonatal imediato · acompanhamento pré-natal seriado com evolução até o parto e os primeiros cuidados do recém-nascidoRecursos disponíveis: teste treponêmico e VDRL/RPR quantitativo, teste rápido de HIV e carga viral do HIV (RNA), HBsAg e sorologias de hepatites virais, penicilina benzatina, com estrutura para dessensibilização monitorada, terapia antirretroviral materna, zidovudina intravenosa e oral, vacina de hepatite B e imunoglobulina específica (HBIG), avaliação pediátrica neonatal e leito de centro obstétrico/cesariana programada, ficha de notificação compulsória e acesso ao sistema de vigilância epidemiológica (SINAN)
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Estadiar a sífilis gestacional de duração desconhecida (latente/indeterminada) e iniciar o esquema de três doses semanais de penicilina benzatina, reconhecendo a penicilina como o único tratamento comprovadamente eficaz contra a infecção fetal -- inclusive diante de alergia relatada, quando a conduta é dessensibilizar e nunca substituir por outro antimicrobiano.
- • Aplicar a regra de intervalo entre doses de penicilina em gestantes (reiniciar o esquema completo diante de atraso maior que 9 dias) e conduzir a parceria sexual diante de exposição contínua, e interpretar corretamente um título não treponêmico de controle sem queda antes do parto como achado esperado, não falha terapêutica automática.
- • Reconhecer que carga viral do HIV acima de 1.000 cópias/mL (ou desconhecida) perto do parto indica cesariana programada em 38 semanas, manter a terapia antirretroviral associada à zidovudina intravenosa no intraparto, e prescrever a profilaxia antirretroviral neonatal proporcional à supressão viral materna.
- • Classificar corretamente um caso de sífilis congênita possível quando o tratamento materno foi concluído menos de 30 dias antes do parto -- mesmo com esquema adequado para o estágio e sem sinal de reinfecção -- e cumprir a notificação compulsória do caso.
- • Aplicar a profilaxia neonatal da hepatite B (vacina e imunoglobulina em sítios diferentes, dentro de 12 horas de vida) e orientar corretamente sobre aleitamento, incluindo a contraindicação da amamentação no HIV, acolhendo preocupações da paciente sobre confidencialidade do diagnóstico perante a família.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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