Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hipoglicemia neonatal: do rastreio no filho de mãe diabética à suspeita de hiperinsulinismo

Preparo

  • Hipoglicemia em não diabético: algoritmo diagnóstico (jejum prolongado, insulina, peptídeo C)
Paciente
Mulher, 0 anos
Fatores de risco
recém-nascida a termo, 38 semanas de idade gestacional, filha de mãe com diabetes gestacional em uso de insulina, com controle glicêmico irregular no 3º trimestre, grande para a idade gestacional (GIG): peso ao nascer 4180 g, parto vaginal sem intercorrências agudas; Apgar 9/9
Contexto: Segunda filha do casal. Mãe de 33 anos, diabetes gestacional diagnosticada na 24ª semana, em uso de insulina desde a 28ª semana, com dificuldade de adesão ao automonitoramento glicêmico domiciliar. Pai presente na maternidade.
Cenário
Alojamento conjunto e, quando necessário, unidade de cuidados intermediários neonatais de maternidade de risco habitual, com suporte laboratorial disponível · rastreio e manejo de hipoglicemia neonatal transicional em recém-nascida de risco (filha de mãe diabética, GIG), evoluindo para suspeita de hipoglicemia persistente e hiperinsulinismoRecursos disponíveis: equipe de enfermagem neonatal e pediatra plantonista, glicosímetro à beira do leito e laboratório central para glicemia plasmática, cálcio, hematócrito e painel metabólico ampliado (insulina, cortisol, GH, beta-hidroxibutirato, ácidos graxos livres, C-peptídeo), acesso venoso periférico, com bomba de infusão contínua de glicose, gel bucal de dextrose 40%, leito de cuidados intermediários neonatais disponível, interconsulta com endocrinologia pediátrica disponível por telemedicina
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer os grupos de risco para hipoglicemia neonatal (filho de mãe diabética, grande para a idade gestacional) e iniciar rastreio sistemático de glicemia independentemente de sintomas, junto com a vigilância de hipocalcemia e policitemia no mesmo grupo de risco.
  • • Diferenciar a conduta correta conforme o valor da glicemia e a presença de sintomas: mamada e reavaliação seriada para valores limítrofes assintomáticos, correção intravenosa imediata para hipoglicemia sintomática.
  • • Ajustar a taxa de infusão de glicose ao contexto clínico — incluindo a taxa inicial reduzida específica do filho de mãe diabética — e reconhecer o escalonamento progressivo da necessidade de infusão como sinal de alerta, não como etapa esperada do protocolo.
  • • Aplicar os critérios que distinguem hipoglicemia transicional de hipoglicemia PERSISTENTE (além de 48 horas de vida), evitando alta hospitalar prematura, e colher a amostra crítica no momento certo, antes de corrigir a glicemia.
  • • Comunicar-se com a família sobre uma suspeita diagnóstica endócrina ainda em investigação, sem minimizar a gravidade nem comprometer a continuidade do cuidado já indicado.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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