Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hipertensão resistente: pseudorresistência, causas secundárias e o quarto fármaco certo

Preparo

  • Diagnóstico da hipertensão arterial, MAPA e monitorização residencial
  • Distúrbios do potássio — hipocalemia e hipercalemia
Paciente
Homem, 58 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica há 8 anos, obesidade (IMC 33 kg/m², circunferência de braço de 38cm), osteoartrose de joelho direito
Em uso de
losartana 100mg/dia, clortalidona 25mg/dia, anlodipino 10mg/dia, ibuprofeno 400mg por conta própria, quase diário, para dor no joelho (não relatado espontaneamente até esta consulta)
Fatores de risco
rotina sedentária por longas viagens sentado ao volante, ronco alto e pausas respiratórias noturnas testemunhadas pela esposa, uso crônico não relatado de anti-inflamatório não esteroide
Contexto: motorista de caminhão de longa distância, casado, acompanhado pela esposa nesta consulta
Cenário
Ambulatório de cardiologia, consulta de seguimento em hipertensão arterial · consulta ambulatorial de seguimento por hipertensão arterial não controlada apesar de esquema tríplice, com decisão sequencial sobre investigação de pseudorresistência, causas secundárias e escalonamento terapêuticoRecursos disponíveis: manguitos de diferentes tamanhos, incluindo bolsa longa para braço grande/obeso, aparelho de MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial) de 24 horas disponível na unidade, laboratório para eletrólitos (potássio), função renal e triagem de causas secundárias, encaminhamento para polissonografia ou poligrafia residencial disponível na rede, farmácia com espironolactona, clonidina, betabloqueadores e vasodilatadores diretos disponíveis, equipe multidisciplinar de hipertensão (nutrição, fisioterapia) disponível para encaminhamento
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar hipertensão arterial resistente verdadeira de pseudorresistência, afastando erro de técnica de aferição, má adesão e uso de substâncias/medicamentos que elevam a pressão antes de intensificar o esquema terapêutico.
  • • Confirmar hipertensão arterial resistente por medida da pressão arterial fora do consultório (MAPA ou MRPA), reconhecendo que o diagnóstico não deve se basear apenas na PA de consultório.
  • • Investigar ativamente as causas secundárias mais prevalentes em hipertensão resistente, priorizando o rastreio de apneia obstrutiva do sono pela sua alta prevalência nesse contexto.
  • • Escalonar corretamente o tratamento farmacológico da hipertensão resistente, acrescentando espironolactona como quarto fármaco e evitando o bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina.
  • • Reconhecer e conduzir a hiperpotassemia associada ao uso de espironolactona, e comunicar ao paciente por que terapias por dispositivo não substituem o tratamento farmacológico otimizado fora de protocolos de pesquisa.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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