Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hipertensão arterial e padrão alimentar: quando o sal, o chá de azia e o remédio do joelho contam mais sobre a pressão do que a losartana sozinha

Preparo

  • Doença renal crônica — estadiamento e manejo conservador
  • Hipertensão resistente e investigação de causa secundária
  • Distúrbios do potássio — hipocalemia e hipercalemia
Paciente
masculino, 54 anos
Comorbidades
hipertensão arterial estágio 1, diagnosticada há 1 mês no início do caso, doença renal crônica estágio 3a (TFGe 54 mL/min/1,73m²), identificada durante o acompanhamento, osteoartrite de joelho, em uso crônico e não supervisionado de ibuprofeno
Em uso de
losartana 50 mg 1x/dia, prescrita pelo médico de família, ibuprofeno 400 mg quase diário por conta própria (identificado e suspenso durante o caso)
Fatores de risco
sobrepeso, IMC 29,4 kg/m², sedentarismo, dieta rica em embutidos, temperos prontos e alimentos industrializados/congelados, uso de chá de alcaçuz por conta própria para azia (identificado e suspenso durante o caso), potássio sérico 4,6 mEq/L (limite superior da normalidade) associado a doença renal crônica e uso de bloqueador do SRAA
Contexto: Trabalhador administrativo, mora com a esposa, historicamente abstêmio de bebida alcoólica. Encaminhado pelo médico de família para acompanhamento nutrológico após o diagnóstico recente de hipertensão. Lúcido, colaborativo, traz por conta própria hábitos e automedicações que nem sempre relata espontaneamente sem serem perguntados diretamente.
Cenário
ambulatório de nutrologia · consultas ambulatoriais programadas, com retornos ao longo de aproximadamente 3 mesesRecursos disponíveis: exames laboratoriais (função renal, eletrólitos) disponíveis, medição domiciliar da pressão arterial disponível, comunicação direta com o médico de família disponível, nutricionista/equipe de terapia nutricional disponível para reforço das orientações alimentares, fisioterapia/ortopedia disponível para manejo alternativo da dor no joelho
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o padrão alimentar hipersódico e o excesso de peso como alvos centrais de intervenção não farmacológica na hipertensão arterial, mesmo em paciente já em uso de anti-hipertensivo, e quantificar corretamente a meta de sódio.
  • • Reconhecer os limites do uso de substitutos de sal ricos em potássio e da recomendação populacional de aumento de potássio dietético em pacientes com doença renal crônica em uso de bloqueador do sistema renina-angiotensina-aldosterona, pelo risco de hiperpotassemia.
  • • Identificar substâncias e medicamentos que o próprio paciente usa por conta própria (anti-inflamatório não esteroide, chá de alcaçuz, anorexígenos) como causas reversíveis de resistência ao tratamento anti-hipertensivo, investigando-as antes de escalonar farmacoterapia.
  • • Orientar sobre álcool e atividade física com base em evidência (incluindo não induzir um paciente abstêmio a iniciar o consumo de álcool), e comunicar mudanças de conduta ao paciente sem tom acusatório em relação a automedicações prévias.
  • • Articular o cuidado nutrológico com o médico prescritor de outro fármaco, evitando alterar unilateralmente uma prescrição de outro médico sem comunicação, e estruturar um plano de seguimento de longo prazo.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado