Formação

Raciocínio diagnósticoResidente

Hiperprolactinemia em uso de antipsicótico: quando tratar a causa reversível antes de imaginar a hipófise

Preparo

  • Prolactinoma e hiperprolactinemia
  • Hipotireoidismo primário: diagnóstico e reposição de levotiroxina
Paciente
Mulher, 26 anos
Comorbidades
esquizofrenia em acompanhamento psiquiátrico regular há 18 meses, atualmente estável
Em uso de
risperidona 4 mg/dia, uso contínuo há 14 meses
Fatores de risco
uso crônico de antipsicótico com potencial hiperprolactinêmico (risperidona), amenorreia prolongada (5 meses) com risco de hipoestrogenismo se a causa não for investigada e tratada
Contexto: Mora com a mãe, em acompanhamento regular em Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), com boa adesão ao tratamento psiquiátrico. A consulta atual foi encaminhada pela própria equipe de saúde mental após ela relatar a galactorreia numa consulta de rotina.
Cenário
ambulatório de ginecologia (encaminhada pela equipe de saúde mental/CAPS) · consulta ambulatorial por amenorreia e galactorreiaRecursos disponíveis: dosagem de prolactina, TSH e T4 livre disponíveis, beta-hCG disponível, ressonância magnética de sela túrcica disponível mediante solicitação, com tempo de espera para agendamento, contato telefônico/interconsulta com a equipe de psiquiatria assistente (CAPS) disponível, levotiroxina disponível para prescrição, agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina) disponíveis para prescrição
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer causas farmacológicas (antipsicóticos) e hipotireoidismo primário como causas de hiperprolactinemia que devem ser excluídas/tratadas antes de indicar ressonância de sela ou iniciar agonista dopaminérgico
  • • Investigar hiperprolactinemia com prolactina, TSH e T4 livre, reconhecendo o limiar aproximado de prolactina acima do qual a imagem hipofisária se torna mais indicada mesmo em uso de medicação hiperprolactinêmica
  • • Reconhecer o hipotireoidismo primário como causa REVERSÍVEL de hiperprolactinemia (via elevação do TRH) e replanejar a investigação após o tratamento com levotiroxina
  • • Coordenar com a psiquiatria assistente a investigação e o eventual manejo de hiperprolactinemia induzida por antipsicótico, sem suspender ou trocar a medicação psiquiátrica por conta própria
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado