Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hérnia inguinal e femoral: diferenciação e manejo individualizado

Preparo

  • Consentimento informado e comunicação de riscos cirúrgicos
  • Uso racional de antibióticos em cirurgia
Paciente
Mulher, 52 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica controlada
Em uso de
losartana 50mg/dia
Fatores de risco
sexo feminino (maior prevalência relativa de hérnia femoral e maior dificuldade diagnóstica pelo exame físico), esforço físico ocupacional repetitivo (cozinheira, trabalha em pé a maior parte do turno)
Contexto: cozinheira, trabalha em pé a maior parte do turno, mora com o marido
Cenário
Ambulatório de cirurgia geral de hospital com suporte de ultrassonografia, ressonância magnética/tomografia dinâmica, e centro cirúrgico com disponibilidade de abordagem aberta e laparoendoscópica (TAPP/TEP) · avaliação eletiva/semi-eletiva de abaulamento inguinocrural com dúvida diagnóstica entre hérnia inguinal e hérnia femoralRecursos disponíveis: ultrassonografia da região inguinocrural, ressonância magnética/tomografia dinâmica (manobra de Valsalva), centro cirúrgico com abordagem aberta e laparoendoscópica (TAPP/TEP), telas cirúrgicas sintéticas planas e pré-peritoneais, anestesia local, regional e geral disponíveis
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar clinicamente hérnia inguinal de hérnia femoral, reconhecendo que o exame físico isolado é pouco confiável em mulheres e que a hérnia femoral deve ser sempre excluída, recorrendo a ultrassonografia — e, se necessário, ressonância ou tomografia dinâmica — diante de dúvida diagnóstica.
  • • Reconhecer que hérnia femoral confirmada, mesmo com sintomas mínimos ou ausentes, tem indicação cirúrgica sem espera — a observação vigilante validada para hérnia inguinal minimamente sintomática em homens NÃO se aplica à hérnia femoral, pelo risco de estrangulamento substancialmente maior.
  • • Individualizar a via de acesso e a técnica de reforço da parede — abordagem laparoendoscópica preferida em mulheres com hérnia da virilha, reparo com tela por via pré-peritoneal especificamente para hérnia femoral, via OPOSTA à do reparo anterior em caso de recidiva — e a profilaxia antibiótica, não recomendada no reparo laparoendoscópico eletivo em ambiente de baixo risco.
  • • Respeitar os limites do consentimento informado diante de um achado intraoperatório inesperado (hérnia contralateral oculta), e aplicar princípios de reconhecimento e preservação nervosa no reparo aberto para reduzir o risco de dor inguinal crônica pós-operatória.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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