Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hérnia hiatal e cirurgia antirrefluxo: da confirmação objetiva do refluxo à escolha da fundoplicatura

Preparo

  • DRGE refratária: investigação além da falha do IBP e decisão antirrefluxo
  • Princípios de cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia)
Paciente
Mulher, 52 anos
Comorbidades
dispepsia crônica investigada, sobrepeso leve (IMC 27)
Em uso de
omeprazol 20mg 1x/dia, uso irregular
Fatores de risco
hérnia hiatal de deslizamento (Tipo I) pequena, achado incidental em EDA, pirose e regurgitação ocasionais, nunca tratadas de forma contínua
Contexto: professora do ensino médio, casada, sem tabagismo
Cenário
Ambulatório de cirurgia do aparelho digestivo de hospital terciário, com endoscopia digestiva alta, pHmetria ambulatorial de 24h, manometria esofágica de alta resolução e centro cirúrgico eletivo com laparoscopia disponível · avaliação cirúrgica ambulatorial, ao longo de meses, de hérnia hiatal Tipo I achada incidentalmente, com sintomas de refluxo evoluindo para indicação e realização de fundoplicatura laparoscópica eletivaRecursos disponíveis: endoscopia digestiva alta, pHmetria esofágica ambulatorial de 24h, manometria esofágica de alta resolução, centro cirúrgico eletivo com laparoscopia, seguimento ambulatorial estruturado
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que a indicação de reparo de uma hérnia hiatal Tipo I é a doença do refluxo objetivamente confirmada, não o achado anatômico da hérnia em si — e contrastar com a hérnia paraesofágica, que tem indicação própria por risco de complicação mecânica independentemente de refluxo.
  • • Aplicar os critérios objetivos que confirmam o diagnóstico de DRGE (lesão de mucosa à EDA em paciente com sintomas típicos, Barrett, estenose péptica ou pHmetria positiva) antes de avançar para decisão cirúrgica, reconhecendo quando a EDA isolada NÃO confirma o diagnóstico.
  • • Descrever o papel real da manometria esofágica pré-operatória — excluir acalasia ou distúrbio motor grave como contraindicação à fundoplicatura — sem tratá-la como ditame obrigatório de uma abordagem 'customizada' rígida do tipo de fundoplicatura, que a evidência atual não sustenta.
  • • Escolher entre fundoplicatura parcial e total com o racional correto (menor disfagia e menos reoperações com a parcial, eficácia semelhante até cinco anos), e decidir o reforço do hiato com tela de forma seletiva, não rotineira, conforme o tamanho do defeito.
  • • Reconhecer a náusea e o vômito pós-operatórios precoces como fator de risco para falha anatômica do reparo — não como incômodo trivial — e diferenciar, no seguimento, sintoma/retomada de medicação de recidiva objetivamente confirmada.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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