Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Hemostasia e terapia transfusional no paciente cirúrgico: da reversão da anticoagulação à reação transfusional
Preparo
- Uso racional de hemocomponentes e hemoderivados
- Fisiopatologia da hemostasia: hemostasia primária, secundária e fibrinólise
- Farmacologia da hemostasia: anticoagulantes e antiagregantes
- Distúrbios do cálcio, do magnésio e do fósforo
- Paciente
- Mulher, 74 anos
- Comorbidades
- fibrilação atrial paroxística, tromboembolismo pulmonar não provocado há 8 meses, em anticoagulação indefinida, hipertensão arterial sistêmica
- Em uso de
- varfarina 5mg/dia (INR alvo 2,0-3,0), losartana 50mg/dia
- Fatores de risco
- idade avançada, uso crônico de antagonista de vitamina K
- Cenário
- Hospital terciário com centro cirúrgico de urgência 24h, banco de sangue com protocolo de transfusão maciça institucional, laboratório com coagulograma convencional e teste viscoelástico point-of-care, e UTI cirúrgica · manejo perioperatório de hemostasia e transfusão em paciente anticoagulada com abdome agudo cirúrgicoRecursos disponíveis: concentrado de complexo protrombínico 4 fatores, vitamina K injetável, banco de sangue com concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas e crioprecipitado, protocolo de transfusão maciça institucional, coagulograma convencional e teste viscoelástico (TEG/ROTEM) point-of-care, gasometria arterial com cálcio iônico, centro cirúrgico de urgência 24h, UTI cirúrgica
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reverter a anticoagulação por antagonista de vitamina K a tempo de uma cirurgia de urgência inadiável, preferindo concentrado de complexo protrombínico associado a vitamina K intravenosa em vez de vitamina K isolada ou de aguardar reversão espontânea.
- • Distinguir sangramento cirúrgico focal de coagulopatia sistêmica difusa diante de sangramento em lençol intraoperatório, reagindo com monitorização de hemostasia (laboratorial e/ou viscoelástica) em vez de reexploração cirúrgica repetida às cegas.
- • Aplicar um gatilho transfusional restritivo no paciente pós-operatório estável e sem sangramento ativo, e reconhecer sangramento ativo em curso como indicação de transfusão em proporção balanceada de hemácias e plasma, nunca hemácias isoladas.
- • Repor fibrinogênio especificamente quando documentado abaixo do limiar hemostático, e monitorizar e corrigir o cálcio iônico durante transfusão maciça, reconhecendo a hipocalcemia por citrato como causa tratável de instabilidade e de coagulopatia.
- • Reconhecer sinais de reação hemolítica aguda transfusional e interromper a transfusão imediatamente, e distinguir TRALI de TACO por achados clínicos e biomarcadores para direcionar o suporte correto.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado