Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hemorragia digestiva alta não varicosa: da ressuscitação à endoscopia e à decisão cirúrgica

Preparo

  • Farmacologia da hemostasia: anticoagulantes e antiagregantes
  • Hemostasia e terapia transfusional
  • Hemorragia digestiva alta e baixa — estratificação de risco e conduta no paciente estável
  • Hemostasia endoscópica em hemorragia digestiva não varicosa: escolha de técnica e conduta no ressangramento
Paciente
Homem, 72 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, doença arterial coronariana (infarto agudo do miocárdio prévio há 4 anos), fibrilação atrial crônica em uso de varfarina
Em uso de
varfarina (anticoagulação para fibrilação atrial), losartana 50mg/dia, sinvastatina 20mg/dia, diclofenaco por conta própria, iniciado há cerca de 10 dias, por dor no joelho
Fatores de risco
idade acima de 60 anos, doença cardiovascular estabelecida (infarto do miocárdio prévio), uso de anticoagulante oral (varfarina), uso recente de anti-inflamatório não esteroidal (AINE)
Contexto: aposentado, mora com a filha, que o trouxe ao pronto-socorro
Cenário
Pronto-socorro de hospital terciário, com CTI disponível, banco de sangue, endoscopia digestiva alta de urgência 24h, radiologia intervencionista com capacidade de embolização e cirurgia geral de plantão · atendimento de urgência de hematêmese e melena em paciente anticoagulado com doença cardiovascular estabelecidaRecursos disponíveis: endoscopia digestiva alta de urgência, banco de sangue com hemocomponentes, agentes de reversão de anticoagulação (vitamina K, complexo protrombínico), radiologia intervencionista com capacidade de embolização angiográfica, cirurgia geral de plantão 24h, CTI
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a hematêmese/melena volumosas com sinais de hipovolemia como emergência que exige ressuscitação volêmica IMEDIATA, simultânea à história e ao exame — nunca adiada à espera de exames ou de outra equipe.
  • • Estratificar o risco com a ferramenta correta (Glasgow-Blatchford, não AIMS65) para decidir entre internação com endoscopia urgente e eventual manejo ambulatorial de pacientes de risco muito baixo.
  • • Aplicar conduta transfusional restritiva (hemoglobina abaixo de 8g/dL sem doença cardiovascular) com limiar individualizado e mais alto em paciente com doença cardiovascular estabelecida, e corrigir a anticoagulação em PARALELO à endoscopia, sem atrasá-la à espera de reversão completa.
  • • Planejar a endoscopia dentro da janela de 24 horas recomendada — nem precipitada antes de alguma estabilização, nem adiada além do razoável em paciente de alto risco — e reconhecer o vaso visível não sangrante como estigma de ALTO risco que exige terapia hemostática endoscópica combinada, nunca adrenalina isolada.
  • • Diante de ressangramento, indicar uma segunda tentativa de terapia endoscópica antes de cirurgia ou radiologia intervencionista, e reconhecer a consulta cirúrgica e a embolização percutânea como os passos seguintes quando a terapia endoscópica falha de forma reiterada.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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