Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hemoperitônio não traumático: da suspeita ao controle vascular intraoperatório

Preparo

  • Esplenopatias cirúrgicas e esplenectomia
  • Suspeita diagnóstica de gravidez ectópica
  • Choque hemorrágico e ressuscitação volêmica

Estruturas do Atlas: 1

Paciente
Mulher, 34 anos
Fatores de risco
multiparidade (duas gestações a termo prévias) — fator de risco nomeado para desenvolvimento de aneurisma de artéria esplênica, laqueadura tubária há 6 anos — reduz, mas não elimina, a possibilidade de gravidez (inclusive ectópica)
Contexto: professora, casada, trazida ao pronto-socorro pelo marido; sem antecedente de hepatopatia, uso de anticoagulante/antiagregante ou doença infecciosa recente conhecida
Cenário
Pronto-socorro de hospital terciário, com CTI, banco de sangue e protocolo de transfusão maciça, tomografia com contraste, radiologia intervencionista, apoio de cirurgia vascular e centro cirúrgico de urgência 24h · atendimento de urgência de abdome agudo hemorrágico sem história de traumaRecursos disponíveis: ultrassonografia à beira-leito (POCUS/FAST), dosagem de beta-hCG sérico/urinário, tomografia computadorizada com contraste endovenoso, banco de sangue e protocolo de transfusão maciça, apoio intraoperatório de cirurgia vascular, unidade de terapia intensiva, centro cirúrgico de urgência 24h
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer hemoperitônio espontâneo (sem história de trauma) a partir da combinação de instabilidade hemodinâmica e abdome distendido/doloroso, iniciando ressuscitação volêmica imediata sem fechamento prematuro do diagnóstico diferencial.
  • • Solicitar beta-hCG em toda mulher em idade fértil com abdome agudo, independentemente do relato de laqueadura tubária, uso de contracepção ou negação de possibilidade de gravidez, e usar o ultrassom à beira-leito como triagem rápida.
  • • Decidir entre aprofundar a investigação por imagem e indicar laparotomia exploradora de urgência com base na RESPOSTA hemodinâmica à reposição volêmica, reconhecendo que a tomografia pode custar a vida do paciente que não responde ou responde apenas transitoriamente.
  • • Conduzir a laparotomia exploradora definindo a causa do hemoperitônio no próprio intraoperatório, priorizando o controle rápido da hemorragia (cirurgia de controle de danos) sobre a reconstrução vascular definitiva em paciente instável ou coagulopático.
  • • Reconhecer sinais objetivos de sangramento pós-operatório persistente e de síndrome compartimental abdominal, e articular o apoio de cirurgia vascular conforme o achado intraoperatório.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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