Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Gravidez ectópica: do útero vazio à instabilidade

Preparo

  • Choque hemorrágico e ressuscitação volêmica
  • Hemoperitônio não traumático
Paciente
Mulher, 29 anos
Gestante
Em uso de
DIU (dispositivo intrauterino) de cobre, inserido há 8 meses
Fatores de risco
episódio de clamídia tratado há cerca de 2 anos (fator de risco para dano tubário), ciclos menstruais irregulares desde a inserção do DIU, acreditava que o uso de DIU tornava a gravidez pouco provável
Contexto: solteira, nulípara, trabalha como recepcionista; veio à emergência acompanhada de uma amiga
Cenário
Sala de emergência de hospital geral com maternidade, ultrassonografia disponível por radiologia de plantão, laboratório com beta-hCG quantitativo, banco de sangue com protocolo de transfusão ativável, e equipe de Ginecologia/Obstetrícia e Anestesia de sobreaviso · atendimento inicial de dor abdominal aguda em mulher em idade fértil, sem diagnóstico prévio de gravidezRecursos disponíveis: monitorização contínua (PA, FC, FR, SatO2), beta-hCG quantitativo sérico, ultrassonografia transvaginal e à beira do leito sob demanda, acesso venoso periférico, tipagem sanguínea e prova cruzada, banco de sangue com protocolo de transfusão, equipe de Ginecologia/Obstetrícia e Anestesia de sobreaviso, centro cirúrgico disponível para cirurgia de urgência
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Solicitar beta-hCG diante de dor abdominal em qualquer mulher em idade fértil, independentemente do método contraceptivo relatado (incluindo DIU) e da ausência de sangramento vaginal.
  • • Reconhecer que um beta-hCG positivo acima do limiar discriminatório, sem gestação intrauterina visível, configura gravidez de localização desconhecida até prova em contrário.
  • • Não usar um útero vazio ao ultrassom para excluir gravidez ectópica, mantendo hCG seriado e vigilância clínica.
  • • Reconhecer dor referida no ombro e tontura postural como sinais de alerta de possível ruptura/hemoperitônio, mesmo com sinais vitais ainda dentro de faixas consideradas normais.
  • • Reconhecer hipotensão, taquicardia, líquido livre ao ultrassom e massa anexial como instabilidade hemodinâmica em curso, sem atribuí-los a causas benignas.
  • • Acionar cirurgia de urgência imediatamente diante de instabilidade hemodinâmica, sem aguardar exames confirmatórios adicionais e sem oferecer metotrexato, contraindicado nesse cenário.
  • • Preparar hemocomponentes e manter reposição volêmica ativa enquanto se aguarda a chegada física da equipe de Ginecologia/Obstetrícia.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado