Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Gravidez ectópica: do reconhecimento ao choque hemorrágico
Preparo
- Doença hemolítica perinatal e aloimunização Rh
- Hemostasia e terapia transfusional
- Choque hemorrágico e ressuscitação volêmica
- Paciente
- Mulher, 29 anos
- Gestante
- Fatores de risco
- infecção prévia por Chlamydia trachomatis, tratada há 2 anos, sem gravidez ectópica prévia, sem uso de dispositivo intrauterino, sem tratamento de reprodução assistida
- Cenário
- pronto atendimento obstétrico/ginecológico, com possibilidade de internação e cirurgia de urgência · atendimento de urgência com reavaliação programada e evolução para sala cirúrgicaRecursos disponíveis: exame especular e toque bimanual, beta-hCG quantitativo seriado, ultrassonografia transvaginal, hemograma, tipagem sanguínea e prova cruzada, painel metabólico (função renal e hepática), metotrexato intramuscular, sala cirúrgica com equipe ginecológica de urgência (laparotomia e laparoscopia), hemocomponentes tipados e com prova cruzada, imunoglobulina anti-D (Rh(D) imune globulina), acesso venoso calibroso e cristaloide para reanimação volêmica
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer fatores de risco para gravidez ectópica (infecção tubária prévia, cirurgia tubária, gravidez ectópica anterior, DIU, reprodução assistida) e solicitar beta-hCG quantitativo mais ultrassonografia transvaginal antes de presumir o diagnóstico de ameaça de aborto pela clínica isolada.
- • Interpretar um beta-hCG acima da zona discriminatória com útero vazio à ultrassonografia e massa anexial como fortemente sugestivo de gravidez ectópica, evitando tanto o diagnóstico prematuro de abortamento quanto a alta sem orientação de sinais de alarme de rotura.
- • Avaliar sistematicamente as contraindicações absolutas ao tratamento com metotrexato (instabilidade hemodinâmica, rotura, disfunção renal/hepática, discrasias sanguíneas, amamentação, seguimento não confiável) antes de oferecê-lo como opção elegível.
- • Reconhecer sinais de rotura tubária com choque hemorrágico (hipotensão, taquicardia, defesa muscular difusa) como indicação de reanimação volêmica imediata e acionamento cirúrgico de urgência, sem atrasar por exames adicionais, e priorizar controle definitivo da hemorragia (salpingectomia diante de dano tubário significativo) sobre cirurgia conservadora da tuba.
- • Iniciar transfusão de hemocomponentes com base no reconhecimento CLÍNICO do choque hemorrágico, sem aguardar confirmação laboratorial da hemoglobina, e administrar imunoglobulina anti-D em toda paciente Rh-negativa com gravidez ectópica — reconhecendo-a como evento sensibilizante Rh mesmo sem gestação intrauterina viável —, orientando também sobre risco de repetição, confirmação precoce em gestação futura e apoio psicológico.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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