Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Gestação múltipla monocoriônica: da vigilância diferenciada à transfusão feto-fetal e ao parto seguro

Preparo

  • Nutrição, suplementação e vacinação na gestação
  • Avaliação ultrassonográfica do colo uterino e risco de parto pré-termo
  • Síndromes hipertensivas da gestação
  • Hemorragia pós-parto
Paciente
Mulher, 28 anos
Gestante
Em uso de
polivitamínico pré-natal
Fatores de risco
gestação gemelar diamniótica monocoriônica (corionicidade de maior risco), secundigesta (G2P1)
Contexto: Segunda gestação, planejada, gemelar espontânea (sem uso de técnica de reprodução assistida). Trabalha como professora, mora com o companheiro e o primeiro filho de 3 anos. Pré-natal iniciado na 8ª semana em UBS, referenciada para pré-natal de alto risco após a ultrassonografia de 12 semanas confirmar gemelaridade monocoriônica.
Cenário
ambulatório de pré-natal de alto risco / interface com centro de medicina fetal · seguimento obstétrico de gestação múltipla monocoriônicaRecursos disponíveis: ultrassonografia obstétrica com Doppler (artéria umbilical, ducto venoso, artéria cerebral média), acesso a centro de referência em medicina fetal para ablação a laser, corticoide antenatal (betametasona) e tocolíticos (nifedipina, atosiban), laboratório com hemograma, urocultura, sorologias, cardiotocografia com registro simultâneo dos dois fetos, centro obstétrico preparado para parto vaginal ou cesárea imediata de gemelares, banco de sangue e reserva de hemoderivados, UTI neonatal com leitos para dois recém-nascidos pré-termo
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Estabelecer o protocolo de vigilância diferenciada por corionicidade (quinzenal a partir de 16 semanas nas monocoriônicas) e reconhecer que aplicar o seguimento padrão de gestação única atrasa o diagnóstico de complicações que evoluem em dias.
  • • Reconhecer a gestação múltipla como fator de risco ALTO isolado para pré-eclâmpsia e indicar profilaxia com AAS e cálcio antes da 16ª semana, mesmo sem outro fator associado.
  • • Diagnosticar precocemente a síndrome de transfusão feto-fetal pela discordância de líquido amniótico, encaminhar com urgência a centro de referência, e conduzir o tratamento por estadiamento, com ablação a laser como primeira escolha a partir do estágio II.
  • • Diferenciar as necessidades obstétricas específicas da gemelaridade (tocólise sem beta-agonista, suplementação de ferro reforçada, idade gestacional do parto por corionicidade, condições para tentativa de parto vaginal com capacidade de cesárea imediata) das rotinas de gestação única.
  • • Antecipar e prevenir a hemorragia pós-parto por atonia uterina decorrente da sobredistensão, e comunicar à família o risco compartilhado entre os dois fetos sem prometer um desfecho garantido.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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