Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Seu Aristides: quase caiu de novo — fragilidade, remédio ou o chão de casa?

Preparo

  • Timed Up and Go e avaliacao instrumentada da marcha
  • Desprescricao de benzodiazepinicos no idoso polimedicado
  • Queda associada a sincope e hipotensao ortostatica
  • Sindrome da fragilidade: fenotipo de Fried e fisiopatologia
Paciente
Homem, 81 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica de longa data (diagnosticada há cerca de 12 anos), diabetes mellitus tipo 2 (diagnosticada há cerca de 9 anos), insônia crônica
Em uso de
losartana 50mg, 1 comprimido de 12/12h, hidroclorotiazida 25mg, 1 comprimido pela manhã, metformina 850mg, 1 comprimido de 12/12h, glibenclamida 5mg, 1 comprimido antes do café e 1 antes do jantar, clonazepam 2mg, 1 comprimido à noite, em uso contínuo há cerca de 6 anos
Fatores de risco
idade acima de 80 anos, vive sozinho, sem rede de apoio próxima à noite, casa antiga com tapetes soltos e degraus sem corrimão, polifarmácia (5 medicamentos regulares), queda prévia há cerca de dois meses, não relatada na época
Contexto: viúvo há cerca de 4 anos, mora sozinho em casa própria num bairro afastado da UBS; a filha mora no mesmo bairro mas trabalha o dia inteiro, visitando à noite
Cenário
UBS onde Seu Aristides é cadastrado há vários anos, com prontuário longitudinal, tensiômetro validado, glicosímetro capilar, balança, espaço e cronômetro para teste de mobilidade — mas SEM dinamômetro disponível para força de preensão —, equipe de NASF com fisioterapeuta, agente comunitário de saúde para visita domiciliar, e referência a ambulatório de geriatria da regional com fila de espera de algumas semanas · consulta de acompanhamento agendada de hipertensão e diabetes, sem queixa aguda motivando a vinda, mas com relato de queda e quase-queda trazido pela filha durante a própria consultaRecursos disponíveis: tensiômetro validado, glicosímetro capilar, balança, espaço e cronômetro para teste de mobilidade (levantar e andar), fisioterapeuta do NASF, agente comunitário de saúde para visita domiciliar, Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, referência a ambulatório de geriatria da regional (com fila de espera)
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer sinais de fragilidade na pessoa idosa aparentemente independente, usando critérios objetivos como o fenótipo de Fried, em vez de atribuí-los ao envelhecimento normal.
  • • Investigar sistematicamente toda queda ou quase-queda relatada, incluindo o histórico do último ano, e avaliar objetivamente marcha e equilíbrio com o teste de levantar e andar cronometrado.
  • • Revisar a farmacoterapia identificando medicamentos associados a maior risco de queda — psicotrópicos, anti-hipertensivos e hipoglicemiantes — e planejar ajuste sem suspensão abrupta.
  • • Investigar hipotensão ortostática antes de intensificar anti-hipertensivos, e avaliar riscos ambientais domiciliares como parte da prevenção de quedas.
  • • Decidir entre manejo integral na UBS e encaminhamento para avaliação geriátrica especializada, mantendo a responsabilização do cuidado.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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