Formação

CondutaResidente

Flutter atrial com disfunção ventricular: controlar a frequência sem piorar o coração

Preparo

  • Fármacos antiarrítmicos: indicação, proarritmia e interações
Paciente
Homem, 70 anos
Comorbidades
cardiomiopatia isquêmica — IAM anterior há 3 anos, fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 35% no ecocardiograma mais recente (3 meses atrás), hipertensão arterial sistêmica em tratamento prévio, sem episódio arrítmico documentado anteriormente
Em uso de
losartana 50 mg/dia, carvedilol 25 mg 12/12h, espironolactona 25 mg/dia
Fatores de risco
disfunção sistólica do ventrículo esquerdo conhecida (FEVE 35%) — substrato para intolerância a fármacos inotrópicos negativos por via endovenosa, cardiopatia estrutural de base — substrato para arritmias atriais sustentadas, sem uso prévio de antiarrítmico ou anticoagulante
Contexto: Aposentado, mora com a esposa. Costuma caminhar diariamente e notou, nas últimas semanas, que vem se cansando mais rápido do que o habitual nessas caminhadas.
Cenário
pronto-socorro de hospital geral, com cardiologia de retaguarda · atendimento de urgência por palpitaçõesRecursos disponíveis: monitorização cardíaca contínua e acesso venoso periférico, ecocardiograma prévio disponível no prontuário eletrônico (3 meses atrás, FEVE 35%), farmácia hospitalar com betabloqueador, bloqueador de canal de cálcio, digoxina e antiarrítmicos orais disponíveis, cardiologia de plantão disponível para discussão de caso
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 1/5Ambiguidade 2/5
O que este caso treina
  • • Escolher o agente correto para controle agudo da frequência ventricular no flutter atrial de um paciente com disfunção sistólica conhecida, evitando bloqueadores de canal de cálcio não di-hidropiridínicos por via endovenosa nessa situação
  • • Reconhecer que administrar isoladamente um antiarrítmico da classe IC (propafenona ou flecainida) no flutter atrial, sem um fármaco bloqueador do nó atrioventricular associado, expõe o paciente ao risco de condução átrio-ventricular 1:1 e aceleração paradoxal da frequência ventricular
  • • Não deixar uma taquiarritmia sustentada e sintomática sem tratamento nem plano de reavaliação, especialmente diante de disfunção ventricular esquerda conhecida
  • • Diferenciar, na escolha do fármaco para controle de frequência, uma conduta guideline-concordante mas básica (digoxina isolada) de uma conduta perigosa pela FALTA de proteção nodal associada a um antiarrítmico
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

2 decisões comentadas~4–8 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado