Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Fluidoterapia no paciente cardiorrenal: quando hidratar e quando parar

Preparo

  • Ultrassonografia point-of-care (POCUS) em emergência
  • Reconhecimento e manejo inicial dos tipos de choque
  • Inotrópicos, vasopressores e vasodilatadores: escolha e titulação
  • Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida: terapia modificadora de doença
Paciente
Homem, 74 anos
Comorbidades
insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 30%), classe funcional NYHA II crônica, doença renal crônica estágio 3b (creatinina basal 1,8 mg/dL), hipertensão arterial sistêmica, fibrilação atrial permanente, em anticoagulação oral
Em uso de
carvedilol 12/12h, enalapril 12/12h, espironolactona 1x/dia, furosemida oral em uso crônico diário, varfarina
Fatores de risco
idade avançada, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, doença renal crônica estágio 3b, uso crônico domiciliar de diurético de alça e de inibidor da enzima conversora de angiotensina
Contexto: Mora com a esposa, aposentado. Acompanhamento ambulatorial regular em cardiologia e nefrologia, com boa adesão medicamentosa relatada pela família.
Cenário
PS · emergênciaRecursos disponíveis: monitorização contínua de sinais vitais, acesso venoso periférico calibroso, gasometria arterial com lactato, ultrassonografia point-of-care à beira-leito (avaliação da veia cava inferior), laboratório com função renal e eletrólitos seriados, bolsas de cristaloide balanceado, soro fisiológico 0,9% e amido hidroxietílico, albumina humana a 4% disponível, noradrenalina para infusão contínua, furosemida intravenosa disponível, balança para pesagem diária
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer quando hipoperfusão e congestão coexistem no mesmo paciente, e decidir avaliar a responsividade a volume por método dinâmico antes de infundir ou reter fluido de forma empírica.
  • • Escolher cristaloide isotônico/balanceado como solução inicial de expansão, reconhecendo os riscos renais do amido hidroxietílico e o papel apenas secundário da albumina.
  • • Associar vasopressor à volemia já otimizada quando a hipotensão persiste apesar de expansão razoável, sem adiar o vasopressor por temer reduzir a perfusão renal nem suspender toda a reposição volêmica ao iniciá-lo.
  • • Reconhecer precocemente a sobrecarga volêmica iatrogênica quando ela aparece, suspendendo a expansão adicional e reservando o diurético especificamente para o manejo da sobrecarga -- nunca como tentativa de 'tratar' a lesão renal aguda em si.
  • • Reintroduzir com segurança a farmacoterapia crônica cardiorrenal (inibidor da enzima conversora de angiotensina, espironolactona) somente após confirmar a estabilidade da função renal, e planejar a prevenção de recidiva de congestão na alta.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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