Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Fibrilação atrial de início recente: ritmo, frequência e o relógio da anticoagulação

Preparo

  • Fármacos antiarrítmicos: indicação, proarritmia e interações
  • Anticoagulação na fibrilação atrial e manejo do risco tromboembólico
  • Arritmias com instabilidade, desfibrilação e cardioversão
Paciente
Mulher, 61 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, cardiopatia isquêmica crônica (infarto do miocárdio há 3 anos, com angioplastia e stent em artéria descendente anterior), insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 35% em ecocardiograma há 4 meses)
Em uso de
sacubitril-valsartana, carvedilol, espironolactona, dapagliflozina, metformina, atorvastatina
Fatores de risco
idade acima de 60 anos, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, doença vascular aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida
Contexto: mora com o marido, é aposentada, e tem adesão regular ao tratamento ambulatorial da insuficiência cardíaca.
Cenário
pronto-socorro de hospital terciário com unidade coronariana e serviço de arritmia disponíveis · emergência clínica com fibrilação atrial de início recente em paciente com cardiopatia estruturalRecursos disponíveis: monitorização cardíaca contínua e oximetria, ECG de 12 derivações, laboratório geral com função renal, eletrólitos e hormônios tireoidianos, ecocardiograma transtorácico e transesofágico disponíveis, unidade coronariana com suporte para cardioversão elétrica e desfibrilador, ambulatório de arritmia e equipe de eletrofisiologia para referência, farmácia hospitalar com antiarrítmicos e anticoagulantes parenterais e orais
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Determinar a duração da fibrilação atrial e o perfil de risco tromboembólico antes de qualquer tentativa de reversão do ritmo, reconhecendo os subgrupos de alto risco tratados como se estivessem acima de 24 horas mesmo entre 12 e 24 horas.
  • • Escolher entre controle de ritmo e controle de frequência a partir do perfil sintomático e da presença de disfunção ventricular, sem deixar de iniciar anticoagulação plena independentemente da estratégia escolhida.
  • • Selecionar fármacos de controle agudo e de manutenção do ritmo evitando antiarrítmicos da classe IC e bloqueadores de canal de cálcio contraindicados na disfunção sistólica do ventrículo esquerdo.
  • • Reconhecer a indicação de cardioversão elétrica sincronizada imediata no paciente hemodinamicamente instável, com anticoagulante iniciado o mais rápido possível.
  • • Manter anticoagulação oral por, no mínimo, 4 semanas após a cardioversão independentemente do escore de risco, decidindo a manutenção indefinida depois com base no perfil de risco e na preferência da paciente.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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