Formação

CondutaResidente

Ferida operatória complexa: desbridamento, otimização sistêmica e contraindicações à TPN

Preparo

  • Terapia por pressão negativa (VAC) em ferida complexa
  • Nutrição em cirurgia
  • Manejo de hiperglicemia e hipoglicemia no paciente internado
  • Desbridamento de ferida complexa: seleção de técnica

Estruturas do Atlas: 2

Paciente
masculino, 62 anos
Comorbidades
diabetes mellitus tipo 2 de longa data, mal controlado (HbA1c 10,2% na admissão), desnutrição proteico-calórica moderada (albumina sérica 2,3 g/dL), hipertensão arterial sistêmica
Em uso de
insulina basal-bolus em ajuste, losartana 50 mg/dia, suplementação proteica oral iniciada durante a internação
Fatores de risco
tabagismo atual (30 maços-ano), obesidade grau I (IMC 31 kg/m²), debridamento cirúrgico extenso recente por fasciíte necrotizante de parede abdominal
Contexto: mora com a esposa, trabalha como motorista de longa distância, afastado do trabalho desde a internação por causa da ferida
Cenário
enfermaria de cirurgia geral de hospital terciário, 10º dia após debridamento cirúrgico extenso por fasciíte necrotizante de parede abdominal · acompanhamento de ferida operatória complexa em cicatrização por segunda intençãoRecursos disponíveis: avaliação diária da ferida pela equipe de cirurgia geral, equipe de nutrição clínica disponível para interconsulta, curativos avançados e kit de terapia por pressão negativa disponíveis no hospital, acesso a desbridamento à beira-leito ou em centro cirúrgico, conforme necessidade
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que uma ferida operatória complexa não fecha apenas com técnica de curativo quando fatores sistêmicos (hiperglicemia não controlada, desnutrição proteico-calórica) permanecem sem correção
  • • Identificar tecido necrótico/desvitalizado e infecção ativa não tratada como contraindicações ao início da terapia por pressão negativa, e não iniciá-la sobre um leito de ferida inadequado
  • • Reconhecer estrutura vascular exposta no leito da ferida como contraindicação à aplicação direta da espuma de pressão negativa, exigindo proteção interposta antes de qualquer terapia
  • • Diferenciar otimização sistêmica, desbridamento e escolha de curativo/TPN, evitando tanto a inércia terapêutica quanto a escalada precipitada de tecnologia sobre um leito de ferida despreparado
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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