Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Febre reumática: critérios de Jones e o compromisso de anos
- Paciente
- Mulher, 9 anos
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade conhecida; previamente hígida
- Em uso de
- dipirona em casa para a dor articular e a febre, sem prescrição médica prévia
- Fatores de risco
- dor de garganta com febre há 3 semanas, sem procurar atendimento médico e sem uso de antibiótico, poliartrite migratória iniciada há 5 dias (joelho direito, depois tornozelo esquerdo), vacinação em dia
- Cenário
- Pronto-socorro pediátrico de hospital geral, com internação em enfermaria e acompanhamento ambulatorial subsequente em cardiologia pediátrica e na unidade básica de saúde · avaliação inicial de poliartrite migratória febril com suspeita de febre reumática, seguida de seguimento de profilaxia secundáriaRecursos disponíveis: laboratório com hemograma, PCR, VHS, ASLO e anti-DNase B disponíveis, cultura de orofaringe e teste rápido para estreptococo disponíveis, eletrocardiografia, radiografia de tórax e ecocardiografia pediátrica disponíveis, penicilina G benzatina, penicilina V oral, sulfadiazina e macrolídeos disponíveis, ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios não hormonais disponíveis, corticoide sistêmico disponível, com apoio de cardiologia pediátrica, equipe de neurologia pediátrica disponível para interconsulta
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que o diagnóstico de febre reumática exige, além dos critérios de Jones (2 critérios maiores, ou 1 maior e 2 menores), evidência laboratorial de infecção estreptocócica prévia — nunca o quadro clínico isoladamente.
- • Interpretar corretamente uma ASLO no limite superior da normalidade, sabendo que cerca de 20% dos pacientes com febre reumática não elevam esse título, e repetir a dosagem em vez de excluir o diagnóstico por um único exame.
- • Solicitar avaliação cardíaca completa (ECG, radiografia de tórax e ecocardiograma) diante de suspeita de cardite, reconhecendo que a cardite subclínica só é identificada por ecocardiograma numa parcela relevante dos casos.
- • Iniciar a profilaxia secundária com penicilina G benzatina intramuscular a cada 21 dias sem atraso, e orientar sua duração conforme a categoria clínica (presença e gravidade da cardite, existência de lesão valvar residual).
- • Reconhecer a coreia de Sydenham como manifestação neurológica tardia da febre reumática, que pode surgir de 1 a 8 meses após a infecção estreptocócica sem febre, sem confundi-la com quadro psiquiátrico primário nem suspender a profilaxia secundária por causa dela.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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