Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Falência de múltiplos órgãos no pós-operatório: a trajetória que ninguém deveria só observar

Preparo

  • Comunicação de más notícias e definição de metas de cuidado
  • Choque séptico de foco cirúrgico
  • Cuidado do paciente cirúrgico crítico em UTI
  • Terapia renal substitutiva — indicação, preparo e comanejo do paciente dialítico
Paciente
Homem, 68 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, doença renal crônica estágio 3a (creatinina basal 1,3mg/dL)
Em uso de
losartana 50mg/dia, suspensa no perioperatório, metformina, suspensa no perioperatório, insulina basal em uso hospitalar
Fatores de risco
idade avançada, cirurgia abdominal de urgência com peritonite purulenta difusa (Hinchey III), doença renal crônica prévia, diabetes mellitus
Contexto: aposentado, mora com a esposa; dois filhos adultos acompanham a internação, um deles é o principal interlocutor da equipe
Cenário
CTI cirúrgico de hospital terciário, com hemodiálise/terapia renal substitutiva contínua disponível, tomografia com contraste, radiologia intervencionista para drenagem percutânea guiada por imagem, monitorização de pressão intra-abdominal por cateter vesical e centro cirúrgico de urgência 24h · acompanhamento evolutivo de paciente cirúrgico crítico em pós-operatório de cirurgia abdominal de urgência, com piora progressiva de múltiplos órgãosRecursos disponíveis: tomografia computadorizada com contraste, radiologia intervencionista para drenagem percutânea, hemodiálise/terapia renal substitutiva contínua, ventilação mecânica com monitorização de pressão de platô, monitorização de pressão intra-abdominal via cateter vesical, centro cirúrgico de urgência 24h, equipe de cuidados paliativos disponível para interconsulta
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer piora progressiva simultânea de múltiplos sistemas orgânicos no pós-operatório como TRAJETÓRIA que exige reavaliação sistemática, não atribuição automática à gravidade esperada da cirurgia índice.
  • • Reavaliar ativamente a possibilidade de foco infeccioso cirúrgico não controlado diante de disfunção orgânica nova, buscando o diagnóstico anatômico com imagem e cultura antes de escalar suporte ou reoperar às cegas.
  • • Escolher a estratégia de controle da fonte proporcional ao achado de imagem — drenagem percutânea para coleção localizada e acessível, reservando a reoperação para o que a reavaliação efetivamente encontrar.
  • • Aplicar limites baseados em evidência ao suporte órgão a órgão (indicação de terapia renal substitutiva por critério clínico, não por número isolado; ventilação protetora), reconhecendo que o suporte não substitui o controle da fonte.
  • • Reconhecer a síndrome compartimental abdominal por medição objetiva da pressão intra-abdominal, e conduzir a conversa sobre metas de cuidado com a família quando a reversibilidade se esgota, mesmo depois de toda causa reversível já ter sido tratada.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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