Formação
CondutaResidente
Dona Nair, dois anos sem aparecer: quem cuida de quem a equipe não vê?
- Paciente
- Mulher, 75 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica documentada há anos (última aferição registrada, há dois anos: 158x96 mmHg), sem nenhuma medicação anti-hipertensiva em uso atualmente, dificuldade progressiva para caminhar há alguns meses, usando bengala, sem diagnóstico funcional formal nem avaliação da equipe
- Fatores de risco
- família sem nenhum atendimento registrado na UBS nos últimos dois anos, mora com o filho, Edmilson (42 anos), desempregado há oito meses, mora com a neta, Ana Clara (3 anos), com a caderneta de vacinação desatualizada, residência com 2 cômodos para os 3 moradores, domicílio sem rede de esgoto, com o efluente correndo a céu aberto no quintal, segundo relato do agente comunitário de saúde, ainda se desloca sozinha, a pé, até a feira e a igreja do bairro
- Cenário
- UBS, revisão do painel de famílias adscritas à microárea · estratificação de risco familiar em painel territorial, com apoio do ACSRecursos disponíveis: Ficha A do SIAB / e-SUS APS da microárea, com campos sociais parcialmente em branco, agente comunitário de saúde (ACS) responsável pela microárea, com conhecimento direto do território, Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi, já em uso pela equipe para priorizar visitas, sala de vacina da própria UBS, articulação com CRAS/assistência social do território, historicamente pouco utilizada pela equipe
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Aplicar corretamente os critérios (sentinelas) da Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi para classificar o risco de uma família adscrita, distinguindo sentinelas realmente aplicáveis de achados clínicos semelhantes que não se enquadram na definição técnica
- • Derivar a frequência e a modalidade de acompanhamento (visita domiciliar, retorno agendado, encaminhamentos) a partir do estrato de risco atribuído, em vez de tratar a classificação como o desfecho final da avaliação
- • Reconhecer que a ausência de atendimento não é evidência de ausência de risco, e que uma família não alcançada por nenhuma modalidade de acompanhamento exige busca ativa, não espera passiva pela demanda espontânea
- • Revisar periodicamente o estrato de risco de uma família quando a situação de vida muda, em vez de tratar a classificação inicial como permanente até uma atualização automática do sistema
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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