Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hipertensão estágio 1 sem sintomas: a lesão de órgão-alvo que muda a meta pressórica

Preparo

  • Eletrocardiograma: interpretação sistemática e padrões de alto risco
  • Hipertensão arterial sistêmica — diagnóstico, estratificação e tratamento inicial
  • Doença renal crônica — estadiamento e manejo conservador
Paciente
Homem, 58 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, diagnóstico recente em estágio 1 (duas aferições de consultório entre 140-159x90-99 mmHg)
Em uso de
nenhuma medicação regular em uso antes desta consulta
Fatores de risco
sexo masculino, idade acima de 55 anos (58 anos)
Contexto: motorista de aplicativo, trabalha em turnos longos e sentado, relata dieta irregular por causa da rotina de trabalho, não fumante, atividade física esporádica, sem história familiar conhecida de doença cardiovascular precoce
Cenário
Ambulatório de cardiologia/clínica médica com acesso a eletrocardiograma, exames laboratoriais (função renal, relação albumina/creatinina urinária), fundoscopia e calculadora de risco cardiovascular global · consulta ambulatorial inicial após diagnóstico recente de hipertensão arterial, seguida de consultas de retorno ao longo de semanas para revisão de exames complementares e ajuste terapêuticoRecursos disponíveis: eletrocardiograma de repouso, relação albumina/creatinina urinária e creatinina sérica com RFG-e estimado, fundoscopia (mapeamento de retina), calculadora de risco cardiovascular global (Departamento de Aterosclerose da SBC), losartana e demais anti-hipertensivos disponíveis na farmácia, encaminhamento para nefrologia e oftalmologia
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Aplicar o Quadro de fatores de risco coexistentes da diretriz brasileira de hipertensão para classificar corretamente o estágio pressórico e a categoria de risco cardiovascular inicial de um paciente recém-diagnosticado.
  • • Reconhecer que, no hipertenso de risco moderado, a busca ativa de lesão de órgão-alvo (hipertrofia ventricular esquerda ao ECG, albuminúria e queda da filtração glomerular estimada, retinopatia hipertensiva) é recomendada para refinar a estratificação de risco.
  • • Interpretar os critérios de hipertrofia ventricular esquerda ao ECG (índice de Sokolow-Lyon ≥ 35 mm), doença renal crônica estágio 3 (RFG-e 30-60 mL/min/1,73m2) com albuminúria (30-300 mg/g) e retinopatia hipertensiva (hemorragias/exsudatos) como lesões de órgão-alvo que, isoladamente, já reclassificam o paciente como de risco cardiovascular alto, independentemente do estágio pressórico.
  • • Ajustar a meta pressórica terapêutica conforme a categoria de risco reclassificada (menor que 140/90 mmHg no risco baixo/moderado; 120-129x70-79 mmHg no risco alto, nunca abaixo de 120/70 mmHg), reconhecendo que essa reclassificação também determina a intensidade do controle e a frequência do seguimento.
  • • Comunicar ao paciente o significado clínico de uma lesão de órgão-alvo recém-identificada e a necessidade de reavaliação periódica contínua, mesmo depois de a meta pressórica ser alcançada.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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