Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Colapso súbito na UBS: RCP, DEA e a ligação certa para o SAMU
- Paciente
- Homem, 61 anos
- Comorbidades
- diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina e glibenclamida, hipertensão arterial sistêmica em uso de losartana, tabagismo atual (aproximadamente 20 maços-ano)
- Em uso de
- metformina 850mg 2x/dia, glibenclamida 5mg 2x/dia, losartana 50mg/dia
- Fatores de risco
- sexo masculino, tabagismo, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial mal controlada, idade acima de 60 anos, doença arterial coronariana não diagnosticada previamente
- Cenário
- UBS · emergênciaRecursos disponíveis: oxigênio com máscara não reinalante e bolsa-valva-máscara (ambu) com reservatório, desfibrilador externo automático (DEA) semiautomático, guardado junto ao carrinho de emergência, carrinho de emergência com acesso venoso periférico (jelcos), soro fisiológico 0,9% e soro glicosado, adrenalina ampola 1mg/1mL e demais medicações básicas do carrinho de emergência da UBS -- sem amiodarona, sem vasopressor em bomba de infusão contínua, sem kit de via aérea avançada (sem laringoscópio, sem tubo orotraqueal, sem capnógrafo), glicosímetro capilar e oxímetro de pulso, telefone fixo na recepção para acionar o SAMU 192, equipe do turno: 1 médico, 1 técnico de enfermagem e 1 auxiliar administrativa da recepção presentes na unidade neste momento, sem sala de emergência dedicada, sem monitor cardíaco contínuo, sem ventilador mecânico, sem leito de observação prolongada, sem UTI, unidade com outros pacientes agendados e em espera na recepção durante o evento
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 2/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer parada cardiorrespiratória em até 10 segundos (responsividade, respiração e pulso) e iniciar RCP de alta qualidade sem atraso, mesmo diante de uma explicação alternativa plausível (ex.: hipoglicemia num paciente diabético).
- • Acionar o SAMU 192 em paralelo ao início da RCP, e distribuir explicitamente os papéis da equipe reduzida da UBS (quem compensa, quem busca o carrinho/DEA, quem se comunica com a regulação), em vez de presumir que alguém agirá por conta própria.
- • Operar o desfibrilador externo automático (DEA) corretamente -- usar o material funcional disponível sem atraso, afastar-se durante a análise e o choque, e retomar as compressões imediatamente após -- e usar o acesso venoso e a adrenalina que a UBS TEM, sem interromper compressões nem esperar por recursos que a unidade NÃO tem.
- • Passar à regulação médica do SAMU a informação que efetivamente muda a prioridade do envio (natureza do evento, o que já foi feito, endereço), e repetir essa mesma disciplina de comunicação estruturada na passagem de caso para a equipe que chega.
- • Manter o restante do atendimento da UBS funcionando durante o evento -- e informar a família com honestidade sobre a gravidade real, sem prometer um desfecho que ainda não se conhece --, encerrando o evento com a reposição do material usado e o registro completo do atendimento.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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