Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Esplenopatias cirúrgicas e esplenectomia: preparar, operar e vigiar pelo resto da vida

Preparo

  • Distúrbios da hemostasia — coagulopatias hereditárias e plaquetopenias
  • Sepse e infecções graves na emergência

Estruturas do Atlas: 2

Paciente
Mulher, 34 anos
Comorbidades
púrpura trombocitopênica imune (PTI) crônica, diagnosticada há 18 meses
Em uso de
prednisona em desmame lento (corticoide-dependência documentada)
Fatores de risco
corticoide-dependência: recidiva do sangramento sempre que a dose de prednisona é reduzida abaixo de determinado nível, falha de resposta duradoura ao rituximabe (segunda linha), há 8 meses, sangramento mucoso ativo (gengivorragia, epistaxe recorrente) com plaquetas 9.000/mm³
Contexto: trabalha como professora, mora com o marido, que a acompanha nas consultas de hematologia e cirurgia
Cenário
Ambulatório de cirurgia geral, em articulação com a hematologia, com acesso a banco de sangue, centro cirúrgico eletivo com capacidade laparoscópica e seguimento ambulatorial de longo prazo · avaliação e seguimento cirúrgico eletivo de púrpura trombocitopênica imune refratáriaRecursos disponíveis: hemograma seriado, ultrassonografia abdominal e com Doppler do sistema porta/esplênico, tomografia computadorizada de abdome, banco de sangue com hemocomponentes disponíveis, centro cirúrgico eletivo com capacidade laparoscópica e de conversão para via aberta, vacinas contra pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo b
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a esplenectomia como opção de segunda linha apropriada na púrpura trombocitopênica imune (PTI) corticoide-dependente ou refratária com ≥3 meses de evolução e sangramento clinicamente significativo, sem adiar indefinidamente o tratamento por considerar o sangramento mucoso 'não grave o suficiente'.
  • • Preparar adequadamente o paciente para a esplenectomia eletiva: imunizar contra germes encapsulados (pneumococo, meningococo, Haemophilus influenzae tipo b) na janela ideal de pelo menos 2 semanas antes da cirurgia, e otimizar a contagem de plaquetas no pré-operatório para reduzir o risco de sangramento intraoperatório.
  • • Escolher a via de acesso apropriada (laparoscópica como padrão no eletivo hematológico com baço de tamanho normal, reservando a via aberta para esplenomegalia maciça ou outra contraindicação técnica) e garantir a busca e ressecção intraoperatória de baço(s) acessório(s) já identificados na imagem pré-operatória.
  • • Vigiar ativamente as complicações pós-operatórias que mais se perdem no seguimento: investigar febre e dor abdominal nova no pós-operatório como possível trombose porto-espleno-mesentérica, e reconhecer febre alta em qualquer momento da vida do paciente asplênico como possível infecção fulminante pós-esplenectomia (OPSI), uma emergência médica que exige avaliação e antibioticoterapia empírica imediatas.
  • • Orientar o paciente de que o risco de infecção grave após esplenectomia é PERMANENTE — não limitado ao período pós-operatório —, e adaptar o planejamento da imunização contra germes encapsulados ao cenário da cirurgia (2+ semanas antes na esplenectomia eletiva; cerca de 2 semanas depois na esplenectomia de urgência por trauma).
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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