Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Enterocolite necrosante no prematuro extremo: da suspeita à decisão cirúrgica

Preparo

  • Calendário vacinal do PNI e esquemas atrasados
Paciente
Mulher, 0 anos
Fatores de risco
idade gestacional de 28 semanas ao nascer — prematuridade extrema, peso de nascimento de 1050g (adequado para a idade gestacional), 10º dia de vida — dentro da janela típica de aparecimento da enterocolite necrosante (segunda à terceira semana de vida), dieta enteral com leite materno ordenhado, em progressão de volume desde o 3º dia de vida, atualmente em volume pleno, persistência do canal arterial em investigação ecocardiográfica, sem repercussão hemodinâmica significativa até o momento
Contexto: Primeira filha do casal. Mãe de 24 anos, parto prematuro espontâneo por trabalho de parto prematuro sem causa identificada. Mãe realiza ordenha regular do leite e participa do método canguru diariamente. Pai trabalha em outra cidade e visita nos fins de semana.
Cenário
Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) de hospital terciário · acompanhamento de recém-nascida pré-termo extrema internada, com evolução para suspeita e confirmação de enterocolite necrosanteRecursos disponíveis: monitorização contínua de frequência cardíaca, respiração e oximetria de pulso, acesso venoso periférico e possibilidade de acesso venoso central, radiografia simples de abdome portátil (incidências ortostática/AP e decúbito lateral esquerdo), ultrassonografia abdominal à beira do leito, laboratório com hemocultura, hemograma, gasometria e eletrólitos, antibióticos de amplo espectro para uso neonatal, nutrição parenteral total formulada pela farmácia do hospital, equipe de cirurgia pediátrica e neonatologia disponível para interconsulta
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a combinação de distensão abdominal, aumento do resíduo gástrico e sangue nas fezes, num prematuro em progressão de dieta, como sinal de alarme para enterocolite necrosante, mesmo antes de febre ou instabilidade hemodinâmica.
  • • Executar a conduta inicial correta diante da suspeita: suspensão da dieta enteral, descompressão gástrica, acesso venoso e solicitação do exame de imagem adequado (radiografia simples de abdome).
  • • Interpretar a pneumatose intestinal como achado patognomônico e conduzir a antibioticoterapia empírica de amplo espectro sem atrasos evitáveis.
  • • Reconhecer o pneumoperitônio associado à piora clínica como indicação cirúrgica absoluta, e identificar a estratégia cirúrgica apropriada ao prematuro extremamente instável (incluindo a contraindicação de anastomose primária).
  • • Comunicar-se com a família sobre o prognóstico da enterocolite necrosante operada sem prometer certeza de bom resultado, e planejar a alta aplicando a vacinação pela idade cronológica do prematuro.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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