Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Emergências por efeito adverso de psicofármaco: da distonia aguda à síndrome serotoninérgica com intoxicação lítica — o caso de Vera Lúcia
Preparo
- Interações medicamentosas e segurança em psicofarmacologia
- Terapia renal substitutiva — indicação, preparo e comanejo do paciente dialítico
- Antipsicóticos: típicos, atípicos e efeitos extrapiramidais
- Paciente
- Mulher, 46 anos
- Comorbidades
- transtorno bipolar tipo I, com episódios prévios de sintomas psicóticos, lombalgia crônica por doença discal, em acompanhamento com ortopedia
- Em uso de
- lítio 900mg/dia, manutenção há 3 anos, boa adesão prévia, tramadol e ibuprofeno, iniciados há 2 dias por um ortopedista, para lombalgia crônica
- Fatores de risco
- uso crônico de lítio associado a anti-inflamatório não esteroidal recém-iniciado, reduzindo a depuração renal do lítio, uso de tramadol, com risco autônomo de síndrome serotoninérgica, recém-iniciado sem reconciliação com o esquema psiquiátrico, início planejado de haloperidol, ainda sem revisão dessas duas prescrições
- Cenário
- Enfermaria de internação psiquiátrica de hospital geral, com clínica médica, UTI e nefrologia disponíveis para interconsulta · internação por episódio maníaco com sintomas psicóticos, evoluindo com duas emergências farmacológicas sobrepostas durante a própria internação — distonia aguda/acatisia por haloperidol e síndrome serotoninérgica associada a intoxicação lítica concomitanteRecursos disponíveis: avaliação laboratorial seriada, incluindo litemia, função renal e CPK, eletrocardiograma, leito de enfermaria com monitorização, com possibilidade de transferência a UTI, interconsulta com nefrologia e com clínica médica, medidas de suporte: hidratação venosa, resfriamento externo, sedação farmacológica
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer precocemente as emergências induzidas por psicofármaco (distonia aguda de laringe, acatisia mal interpretada, síndrome serotoninérgica) e agir imediatamente sobre a via aérea ou sobre o agente causador.
- • Diferenciar síndrome serotoninérgica de síndrome neuroléptica maligna pelo agente causador, pelo tempo de instalação e pelo padrão de achados neuromusculares.
- • Suspender o agente suspeito como primeira medida diante de uma emergência farmacológica, sem aguardar confirmação laboratorial.
- • Reconhecer os gatilhos farmacológicos banais da intoxicação lítica (anti-inflamatório, desidratação) e decidir a indicação de diálise em conjunto com a nefrologia, nunca unilateralmente.
- • Coordenar o manejo com clínica médica/UTI e nefrologia, reconhecendo os limites da competência psiquiátrica na fase de suporte clínico intensivo.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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