Preparo
- Avaliação inicial do paciente politraumatizado
- Paciente
- Homem, 29 anos
- Fatores de risco
- condução de motocicleta, sem confirmação do uso de capacete no momento da colisão
Contexto: Motociclista autônomo (entregador), trazido pelo SAMU após colisão contra veículo de passeio. Já avaliado pela equipe de trauma antes do início deste atendimento — ABCDE completo, via aérea e ventilação sem alterações, sem lesão que indicasse intervenção cirúrgica imediata. Mora sozinho, sem plano de saúde privado. - Cenário
- PS · emergênciaRecursos disponíveis: sala de emergência com ultrassom point-of-care (POCUS) à beira-leito, monitorização contínua, dois acessos venosos periféricos calibrosos já obtidos, cristaloide aquecido disponível, equipe de cirurgia geral em sobreaviso, já ciente do caso, tomografia computadorizada disponível quando indicada e o paciente estiver estável o suficiente para o transporte, kit de acesso venoso central com sonda de ultrassom dedicada
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Indicar o eFAST no tempo certo dentro da reanimação, sem interromper manobras já em curso, e reconhecer as duas indicações centrais (trauma fechado/penetrante e choque indiferenciado).
- • Reconhecer e comunicar corretamente uma janela tecnicamente limitada como INDETERMINADA — nunca como negativa — buscando janelas adicionais ou reavaliação seriada antes de tranquilizar a equipe.
- • Repetir o exame diante de mudança clínica, mesmo com um eFAST prévio 'negativo', reconhecendo que uma imagem ruim não é um resultado negativo e que negativo não exclui lesão.
- • Usar o ultrassom para guiar acesso vascular periférico e central com técnica dinâmica (tempo real), evitando punção às cegas quando o ultrassom está disponível e reconhecendo o risco de pneumotórax bilateral.
- • Reconhecer os limites do POCUS (não avalia retroperitônio nem víscera oca de forma confiável) e comunicar esses limites explicitamente na documentação e na passagem de caso.