Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Edema agudo de pulmão cardiogênico hipertensivo: ventilação não invasiva e identificação do gatilho

Preparo

  • Falha de VNI e a decisão de intubação: reconhecer o momento antes da deterioração franca
  • Crise hipertensiva: urgência, emergência e lesão aguda de órgão-alvo
  • VNI no edema agudo de pulmão cardiogênico: escolha de modalidade e integração com o manejo cardiológico
Paciente
Homem, 68 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica de longa data, com adesão medicamentosa irregular, sem diagnóstico prévio de insuficiência cardíaca
Em uso de
losartana 50 mg (uso irregular, segundo relato da família), anlodipino 5 mg (uso irregular)
Fatores de risco
hipertensão arterial de longa data, mal controlada, adesão medicamentosa irregular relatada pela família
Contexto: Aposentado, mora com a esposa. Trazido pelo SAMU após início súbito de falta de ar enquanto assistia à televisão, cerca de 2 horas antes da chegada. Nunca havia sido internado por problema cardíaco.
Cenário
PS · emergênciaRecursos disponíveis: pronto-socorro terciário com UTI e hemodinâmica próprias 24 horas, ECG de 12 derivações, monitorização contínua não invasiva (oximetria, PA não invasiva, cardioscopia), troponina de alta sensibilidade, BNP/NT-proBNP e gasometria arterial, ecocardiograma transtorácico à beira-leito, ventilação não invasiva (VNI) com interface facial disponível, via aérea definitiva (intubação orotraqueal) e ventilação mecânica invasiva, bombas de infusão para vasodilatador intravenoso (nitroglicerina, nitroprussiato de sódio), cineangiocoronariografia por cardiologia intervencionista, radiografia de tórax portátil
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer edema agudo de pulmão cardiogênico hipertensivo como situação de risco imediato de vida, instituindo monitorização, oxigenoterapia e preparo para ventilação não invasiva sem ancorar em ansiedade ou DPOC/asma.
  • • Priorizar ventilação não invasiva precoce sobre oxigenoterapia isolada ou intubação prematura, evitando também opioide de rotina para alívio sintomático num paciente ainda hipoxêmico.
  • • Priorizar vasodilatador intravenoso associado a diurético em dose judiciosa — não diurético isolado — no edema agudo de pulmão hipertensivo com perfil quente-congesto, titulando a dose de forma gradual e monitorizada.
  • • Investigar o fator desencadeante da descompensação (ecocardiograma, exclusão de síndrome coronariana aguda) antes de admitir ou dar alta ao paciente, e reconhecer critérios objetivos de falha da ventilação não invasiva que indicam via aérea definitiva.
  • • Diferenciar, diante de dúvida diagnóstica tardia (febre nova, infiltrado assimétrico), componente cardiogênico residual de um processo associado, usando peptídeo natriurético em vez de assumir uma única causa sem teste — e comunicar ao paciente o gatilho identificado e o risco real de recorrência sem prometer que não vai acontecer de novo.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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